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Laço de Sangue? Laço de Mentira! romance Capítulo 95

Edite teve um sonho.

No sonho, ela e sua mãe estavam juntas desfrutando de uma ceia de Natal.

Sua mãe elogiava suas habilidades culinárias.

Edite sorria, mas lágrimas escorriam de seus olhos.

"Mãe…"

Na cama grande, Edite franzia a testa, molhando um grande pedaço do travesseiro com suas lágrimas.

Ela murmurava sem parar, suas mãos agarrando firmemente o tecido da blusa no peito, a dor era insuportável.

No sonho, sua mãe dizia estar cansada, e que daqui para frente, Edite teria que seguir o caminho sozinha...

Edite chorava implorando para sua mãe não partir, mas sua mãe desaparecia lentamente na bruma sobre o rio, não importava quanto Edite chamasse, ela não aparecia mais.

"Mãe!"

Edite despertou assustada do sonho.

Observando o familiar teto acima dela, ficou momentaneamente confusa.

"Mamãe!"

Paulo, que estava brincando com seus brinquedos no pé da cama, viu Edite acordar, largou os brinquedos e foi até ela.

"Mamãe, você teve um pesadelo?"

Edite olhou para Paulo, sua mente aos poucos clareando.

Este é o Mansão Anjo.

Mas como ela foi parar ali?

Edite se apoiou na cama, sentando-se, e levou a mão à testa, massageando as têmporas doloridas.

Ela se lembrava vagamente de ter ido à beira do rio, e parecia ter pulado a cerca...

Do que aconteceu depois, ela não se recordava.

"Mamãe? Por que você está chorando?" Paulo tocou seu rosto molhado, "Você estava chorando enquanto dormia e chamava pela mamãe o tempo todo."

Edite olhou para Paulo.

A preocupação nos olhos da criança era genuína.

No entanto, quando ele franzia a testa, sua expressão lembrava um pouco Rafaela.

Edite parecia fria, não queria dizer uma palavra a mais.

Claro que ela iria embora, mas Mansão Anjo estava longe dos Apartamentos Aurora, e na véspera de Natal, seria difícil conseguir um táxi.

Ela saíra de casa tão atordoada que nem o celular havia levado.

Se Branca acordasse e não a encontrasse, ficaria enlouquecida de preocupação.

"Mamãe!"

Paulo correu novamente, segurando a mão de Edite.

"Mamãe, não vá embora, tá bom? Hoje é véspera de Natal! Mamãe, nós sempre passamos juntos, você não se lembra?"

Edite fechou os olhos, respirou fundo, tentando controlar as emoções.

Ao abrir os olhos novamente, havia apenas frieza no olhar.

Ela retirou sua mão de novo, olhando para Davi, disse: "Se você não quiser que eu desconte minha raiva na criança, mande alguém me levar de volta agora."

Davi franziu a testa, "Eu sei que tenho uma responsabilidade inegável no que aconteceu com sua mãe, mas Paulo é apenas uma criança, isso não tem nada a ver com ele, e sei que você não é do tipo que desconta em crianças."

"Você está errado." Edite afastou a mão de Paulo, "A mãe biológica dele é Rafaela, e eu já disse, se algo acontecer à minha mãe, a culpa será sua e de Rafaela."

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