Branca, ao ver o vídeo, sentiu seu coração disparar e sua pressão subir como um foguete.
Ela perguntou: "De onde saiu esse vídeo?"
"Parece que vazou de um grupo de jovens ricos, mas agora já está espalhado na internet."
Branca pegou o celular e ligou para Sérgio.
Sérgio atendeu rapidamente e falou primeiro: "Você também viu o vídeo, né?"
Branca ficou surpresa. "Você também viu?"
"Sim." Sérgio disse: "Já estou no estacionamento subterrâneo, venha direto para a seção C."
"Certo!"
Desligando o telefone, Branca se dirigiu rapidamente ao estacionamento.
Enquanto isso, Beatriz, deitada na cama do hospital, abriu os olhos devagar.
"Gabriela."
Dona Gabriela se aproximou imediatamente. "Estou aqui. Como você está se sentindo? Quer um pouco de água?"
"Quero ir para casa."
Dona Gabriela franziu a testa. "Você ainda está doente, como pode ir para casa?"
"Faltam quatro dias para a véspera de Natal. Quero passar esse tempo em casa."
"Mas precisamos esperar a Srta. Resende chegar para discutir isso!"
"Se eu for para casa, ela também vai."
Beatriz se apoiou na cama para se sentar e olhou para Dona Gabriela, com os olhos cheios de lágrimas. "Gabriela, vocês todos me esconderam isso, mas eu tenho câncer. Se não fosse por um médico chamado João que deixou escapar hoje cedo, eu ainda não saberia."
Dona Gabriela ficou pasma!
Demorou um momento para ela reagir. "Você... você já sabe..."
"Vocês não deveriam ter escondido isso de mim. Eu não sou tão frágil assim. Se estou doente, é para tratar da doença, não para fazer um drama."
"Você realmente pensa assim?" Dona Gabriela observou Beatriz atentamente.
"Ligue para Branca e diga a ela que estou ciente da leucemia e que vou cooperar com o tratamento. Mas, com o Natal chegando, acho que seria mais auspicioso passar em casa, então me deixe passar esses dias com Edite."
A voz de Beatriz era calma, sem sinais de estar abalada pelo diagnóstico.
Crack!
O vidro da moldura quebrou!
"Ah!"
A avó Maria exclamou, batendo sua bengala no chão com rapidez. "Que desgraça! Isso é um sacrilégio! Menina ingrata! Luciano, pegue a foto do seu pai agora!"
Luciano voltou a si e rapidamente pegou a foto de Ricardo.
A avó Maria era extremamente supersticiosa, e para ela, quebrar a foto era um grande tabu!
"Traga aqui, rápido!" a avó Maria apressou.
Luciano subiu os degraus e entregou a foto de Ricardo para a avó Maria.
A avó Maria acariciava com ternura a foto do filho, enquanto lágrimas escorriam pelo rosto envelhecido: "O vidente estava certo, essa menina é a desgraça da nossa Família Resende! Luciano, enquanto essa menina não morrer, a nossa família jamais terá paz!"
Ao ouvir isso, Luciano franziu o cenho, intrigado, "Vó, a senhora quer dizer..."
A avó Maria olhou para Edite, que se levantava lentamente, ainda com sangue escorrendo pela testa, e seus olhos brilharam com uma maldade resoluta, "Soltem o cão de guarda do quintal!"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laço de Sangue? Laço de Mentira!
Ah não oooo. Por favor, postem mais. Esse livro é ótimo...