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Laço de Sangue? Laço de Mentira! romance Capítulo 63

A manta escorregou de Edite e caiu sobre o chão coberto de neve.

O frio cortante ao redor a fez estremecer.

"Quando Paulo jogou algo em você, a primeira coisa que fez foi proteger sua barriga."

Ao ouvir isso, Edite prendeu a respiração.

Ela não esperava que Davi fosse tão observador.

Não era à toa que ele já tinha sido pai; parecia que, quando Rafaela estava grávida, Davi fez sua lição de casa direitinho.

Mas agora, qual era a relação entre sua possível gravidez e Davi?

Ela já tinha decidido que não teria filhos.

Um filho que estava destinado a não vir ao mundo, Davi não precisava saber sobre isso!

Edite se acalmou, levantou a cabeça e olhou para Davi.

Os olhares se cruzaram, os olhos dele eram escuros e penetrantes, como se quisessem desvendar todos os seus segredos.

Edite não desviou o olhar e disse calmamente: "É só que estou menstruada hoje e minha barriga está um pouco desconfortável."

Davi a observou, tentando encontrar algum sinal de que ela estivesse mentindo.

Mas Edite estava incrivelmente calma.

Ele falou com uma frieza cortante: "É melhor que você não esteja mentindo."

Edite deu uma risada irônica, "Por quê? Está com medo de que eu tenha um filho e que ele dispute a posição de herdeiro da Família Fortes com Paulo?"

"Edite." Davi passou a mão suavemente sobre o ventre liso dela, "É melhor que você não esteja grávida."

"Você deve estar louco!" Edite empurrou a mão dele com força, tentando se afastar, mas seu pulso ainda estava firmemente preso por ele.

"Davi, me solta!"

Ele não a soltou, observando seu rosto irritado, continuou a provocá-la: "Da última vez, no hospital, você vomitou e disse que era por causa do estômago. Na verdade, era enjoo matinal, não era?"

"Eu não entendo do que você está falando!"

Edite não conseguia afastá-lo, então simplesmente levantou a mão e deu um tapa em Davi!

O som claro do tapa misturou-se com o vento e a neve.

Davi ficou surpreso, não esperava que Edite fosse reagir assim.

"Davi, espero que, de agora em diante, não tenhamos mais nada a ver um com o outro. E se nos encontrarmos por acaso, que sejamos apenas estranhos."

Edite terminou, virou-se e abriu a porta do carro, entrando sem hesitar.

Desta vez, Davi não a deteve.

Ele ficou ali, a expressão fria oculta pelo vento e pela neve, ninguém podia ver seu semblante naquele momento.

‘Pum’

A porta do carro se fechou, isolando o clima rigoroso do lado de fora.

Edite sacudiu a neve da manta e seu corpo, antes tremendo, lentamente relaxou.

Ela olhou para frente, com uma expressão impassível, "Branca, vamos embora."

Branca olhou instintivamente para fora da janela.

O homem não se mexeu, nem tentou impedi-la novamente.

Ela suspirou aliviada, soltou o freio e deu a volta com o carro.

O veículo seguiu em frente, desaparecendo gradualmente na neve e no vento.

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