Depois de investigar, Rafaela descobriu que Elizabete havia comprado um medicamento de um instituto privado de pesquisas médicas no exterior. Esse remédio, ao ser tomado, fazia com que pacientes atormentados pela doença recuperassem rapidamente as forças e a vitalidade, aliviando bastante as dores causadas pelas células cancerígenas.
Porém, o medicamento era caríssimo: uma única cápsula custava mais de um milhão de reais.
Elizabete já havia comprado várias vezes. Depois de tomar o remédio, seu estado de espírito realmente melhorara muito e ela já estava até de alta do hospital.
Recentemente, ela chegou a alugar um apartamento e estava saindo com um jovem bonito que conheceu numa casa noturna.
Rafaela pediu ao detetive que investigasse o tal instituto privado.
O detetive trouxe uma notícia boa.
Aquele instituto já estava há tempos na lista negra internacional. O suposto remédio milagroso de Elizabete já tinha sido denunciado: embora, por um curto período, devolvesse energia e aliviasse as dores dos pacientes de câncer, seus efeitos colaterais eram gravíssimos. Ele acelerava a disseminação das células cancerígenas, e todos que participaram das experiências haviam morrido subitamente dois meses após o início do tratamento!
Dois meses?
Rafaela fez as contas e percebeu que Elizabete já estava tomando o remédio há um mês e meio.
Ou seja, em mais meio mês, Elizabete morreria!
O ânimo de Rafaela melhorou instantaneamente!
Se era assim, ela poderia cuidar de seus próprios assuntos com tranquilidade.
…
No dia seguinte, segunda-feira, Rafaela se preparou e chegou cedo na porta da escola de Paulo.
O sinal de saída tocou.
De longe, Rafaela viu Paulo saindo com a mochila nas costas.
Ela se aproximou imediatamente. "Paulo!"
Paulo parou, hesitou por um instante e só então reconheceu Rafaela. Seu rosto fechou na hora e ele deu a volta para evitar a mãe, seguindo adiante.
"Paulo, não vá embora, a mamãe precisa falar com você..."
"Me deixa em paz!" Paulo se desvencilhou com força da mão dela. "Vai embora! Você é uma mulher egoísta e malvada, nunca mais vou te reconhecer como mãe! Não venha mais atrás de mim!"
Vendo a cena, Paulo empurrou a mão de Juliana e correu até a mãe. "Mamãe! Mamãe, o que aconteceu? Não me assusta assim..."
O ciclista chamou a ambulância imediatamente.
Juliana observava Paulo chorando, aflito, e seus olhos claros brilharam com uma ponta de frieza.
A ambulância chegou rápido. Paulo insistiu em acompanhar a mãe ao hospital, e Juliana não teve outra escolha senão ir junto.
No hospital, após os exames, constataram que Rafaela não tinha sofrido grandes lesões, mas continuava inconsciente e foi transferida para um quarto particular.
Paulo quis de toda forma ficar ao lado da mãe no quarto.
Juliana também teve de esperar junto.
Na cama, inconsciente, Rafaela franziu de repente a testa, como se tivesse um pesadelo, e murmurou entrecortadamente:
"Não pode, a verdadeira origem de Paulo não pode ser revelada ao Davi, não pode..."
Juliana ouviu claramente, seus olhos se estreitaram levemente enquanto fitava Rafaela deitada, pensativa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laço de Sangue? Laço de Mentira!
Ah não oooo. Por favor, postem mais. Esse livro é ótimo...