"Kelly e Paulo não têm nenhuma relação."
Edite interrompeu as palavras de Juliana.
Juliana virou-se e encontrou o olhar de Edite.
Edite se aproximou, olhando para Juliana com uma expressão fria. "Sra. Tavora, da última vez já deixei tudo muito claro para você. Se continuar insistindo, vou começar a suspeitar das suas intenções."
Juliana ficou paralisada.
Edite continuou: "Kelly é o meu limite. Paulo é filho da Rafaela, eu jamais permitirei que ele se aproxime da minha filha."
"Entendo que a senhora tenha mágoa da Srta. Oliveira," Juliana encarou Edite, "mas Paulo é só uma criança. Não acha injusto tratá-lo dessa forma, fazendo diferença?"
Edite arqueou as sobrancelhas, fitando o rosto inocente de Juliana, e sorriu friamente. "Pode pensar que sou irracional e pode reclamar para o Davi Fortes, mas enquanto eu estiver aqui, Paulo nunca chegará perto de Kelly."
"Não vou reclamar para o Sr. Fortes, só acho que Paulo é inocente. Os adultos têm seus conflitos, mas não é justo fazer uma criança pagar por isso..."
Juliana abraçou Paulo, parecendo cheia de compaixão, com os olhos marejados.
"Com todo o respeito, senhora, o que está fazendo não é justo com o Paulo. A senhora também é mãe, como pode agir assim? Sempre dizem que madrasta não é como mãe de verdade, mas eu acreditava que a senhora fosse diferente. Agora, vendo sua atitude, percebo que fui ingênua. A senhora não se importa com Paulo!"
"Ah, não dá..." Emerson não aguentou mais, arregaçou as mangas, pronto para intervir.
Edite o segurou a tempo.
Emerson parou, franzindo a testa para Edite. "Mas você ouviu o que ela disse, quer mesmo que eu fique quieto?"
"Fique quieto." Edite soltou Emerson e se aproximou de Juliana.
Juliana a encarou, os olhos cheios de raiva.
Paulo se lançou nos braços de Davi, chorando alto. "Papai, ainda bem que você chegou! Se demorasse mais, eu e a Professora Juliana íamos ser muito maltratados!"
Davi abraçou Paulo com um braço e olhou para Edite com os olhos escuros.
Na verdade, ele já tinha visto Edite bater em Juliana quando vinha do estacionamento.
Juliana, naquele momento, segurava o rosto, parecendo injustiçada, mas sem coragem de dizer nada.
Davi caminhou com Paulo por alguns passos e parou a pouca distância de Edite.
Edite o encarou, com um olhar firme, sem desviar.
Davi franziu levemente a testa e perguntou: "O que aconteceu?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laço de Sangue? Laço de Mentira!
Ah não oooo. Por favor, postem mais. Esse livro é ótimo...