Quando Elizabete viu a reação dela, sentiu-se extremamente satisfeita. "Rafaela, eu também não tenho escolha, não quero morrer, preciso de muito dinheiro para tratar minha doença. Considere isso como uma forma de retribuir o favor de eu ter te dado a vida e te criado!"
Rafaela fechou os olhos, várias cenas sombrias passaram diante deles.
Com as mãos ao lado do corpo, ela as apertou com força, respirou fundo e falou entre dentes: "Tudo bem, entendi. Em três dias, vou transferir o dinheiro para você."
Elizabete, alcançando seu objetivo, ficou de melhor humor e saiu.
Assim que a porta se fechou, Rafaela jogou ao chão todo o vinho e as frutas que estavam sobre a mesa.
O chão ficou um caos, e aquele líquido vermelho do vinho parecia o sangue derramado na noite dos seus dezessete anos...
Rafaela agachou-se, abraçando a cabeça, e soltou um grito agudo.
O grito ecoou pela sala de áudio e vídeo, intenso e assustador, como um lamento de um fantasma.
...
À noite, Rafaela vestiu um vestido preto de uma marca famosa, justo ao corpo, maquiou-se cuidadosamente, pegou a bolsa e saiu.
Rita era quem dirigia.
Durante todo o trajeto, Rafaela permaneceu em silêncio no banco de trás.
De vez em quando, Rita olhava Rafaela pelo retrovisor.
Rafaela estava absorta em seus pensamentos.
Vinte minutos depois, o carro entrou na nova residência principal da Família Oliveira.
Rafaela abriu a porta. "Espere por mim no carro, não vou demorar."
Rita assentiu. "Está bem."
Rafaela desceu, e a governanta veio recepcioná-la.
"Srta. Oliveira, o Sr. Oliveira está no segundo andar, vou levá-la até ele."
Rafaela concordou com a cabeça.
Diante da porta da suíte principal, no segundo andar.
A governanta bateu na porta. "Senhor, a Srta. Oliveira chegou."
"Pode entrar."
A governanta abriu a porta e fez um gesto convidativo para Rafaela. "Srta. Oliveira, por favor, entre."
Rafaela apertou a bolsa nas mãos e entrou no quarto.
Rafaela não percebeu a frieza no olhar dele.
Ela disse: "Davi realmente me ama muito, e eu também o amo."
Alberto balançou os óculos na mão. "Se ele te ama tanto assim, por que você precisa pedir um empréstimo de apenas cinquenta milhões para mim?"
Ao ouvir isso, Rafaela abaixou a cabeça e respondeu com a voz embargada: "Agora sou esposa de outro homem, não posso pedir dinheiro a ele."
Alberto a encarou por alguns instantes e, por fim, disse: "Ao sair, alguém vai te entregar o dinheiro, pode ir."
Rafaela ficou surpresa, não esperava que fosse tão fácil!
Ao sair da suíte, a governanta lhe entregou um cartão bancário. "Não tem senha. Por favor, Srta. Oliveira, guarde com cuidado."
Rafaela recebeu o cartão com alegria. "Obrigada!"
A governanta fez questão de acompanhá-la até o carro.
Rafaela entrou no carro.
Na janela da suíte do segundo andar, Alberto olhou para o carro que partia, os olhos cheios de uma expressão sombria.
"Davi, é essa a mulher que você ama?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laço de Sangue? Laço de Mentira!
Ah não oooo. Por favor, postem mais. Esse livro é ótimo...