Entrar Via

Laço de Sangue? Laço de Mentira! romance Capítulo 183

O quarto era amplo, com um grande fundo verde no centro.

Um dos funcionários se aproximou de Edite, segurando um par de óculos de realidade virtual. "Senhorita Resende, por favor, feche os olhos. Eu vou colocar os óculos em você."

Edite fechou os olhos.

O funcionário encaixou os óculos com cuidado e a guiou para frente.

Ao chegar no local designado, ele soltou sua mão e avisou: "Senhorita Resende, pode abrir os olhos agora."

Ao ouvir isso, Edite abriu os olhos lentamente—

O que ela viu foi uma estrada ladeada por árvores, que se estendia como em suas memórias. Ao redor, ouviam-se sons esporádicos de fogos de artifício. Lanternas vermelhas estavam penduradas nas antigas árvores.

Num piscar de olhos, o sol se pôs atrás das montanhas e as casas da vila começaram a acender suas luzes.

Edite deu alguns passos à frente e a cena mudou—

Um pátio rural com lanternas vermelhas penduradas na porta. A velha porta de madeira rangia ao abrir lentamente, e uma figura esguia saía de dentro.

O idoso se apoiava no batente da porta com uma mão, levantando levemente o queixo e olhando na direção de Edite.

Ao ver a neta, seu olhar gentil se iluminou com um sorriso, e ele acenou para ela. "Edite, já está escurecendo, venha para casa jantar conosco!"

Edite, com os olhos fixos, deu um passo à frente.

"Vovô..." ela chamou instintivamente, enquanto lágrimas já escorriam pelo rosto.

No observatório separado da sala de experiências por uma divisória de vidro, estavam o Diretor do Museu, Davi, Sérgio Branca e outros.

Um funcionário sentado em um painel de controle complexo acompanhava as reações de Edite, ajustando o sistema conforme necessário.

Na sua frente havia uma tela de mais de setenta polegadas, mostrando o cenário gerado pelos óculos de realidade virtual.

Naquela tela, Edite estava de volta ao pátio rural onde vivera com seu avô na infância.

O avô segurava carinhosamente sua mão. "Nossa Edite cresceu, mas ainda é travessa. Hoje é véspera de Natal, e o vovô fez um monte das suas comidas favoritas."

Edite seguiu o avô para dentro da casa.

"Você voltou!"

"Edite, venha se sentar e vamos jantar juntos."

Edite, obediente, se aproximou da mesa e sentou-se.

O avô serviu-lhe comida. "Nossa Edite está mais magra, coma um pouco mais."

"Menina, não deixe de comer para ficar bonita, tem que se alimentar bem. Nós não estamos por perto, então aprenda a cuidar de si mesma." Beatriz servia mais comida para ela.

Os pratos foram previamente preparados, integrados com os óculos de realidade virtual para proporcionar uma experiência sensorial completa e imersiva.

Na sala de observação, o Diretor do Museu explicou: "Nós aprimoramos a experiência de simulação em realidade virtual. A cena pode ser ajustada de acordo com as emoções do participante, mas fique tranquilo, Sr. Fortes, utilizamos as informações principais fornecidas por vocês e combinamos com dados de inteligência artificial para garantir a autenticidade."

Branca, ao ver tudo aquilo, não se conteve e começou a chorar.

Ela virou-se para Sérgio, com os olhos marejados. "Então, quando você veio me perguntar um monte de coisas, era para esse projeto?"

Sérgio, vendo-a tão emocionada, suspirou, tirando um lenço do bolso e entregando a ela. "Eu estava apenas ajudando, não fique assim."

"Não pense que isso fará a Edite perdoar o Davi!"

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Laço de Sangue? Laço de Mentira!