Hoje Branca tirou o dia de folga para acompanhar Edite em um exame pré-natal.
Elas escolheram um hospital público, onde uma antiga colega da Sra. Rocha trabalha na obstetrícia. A Sra. Rocha já havia feito contato previamente para facilitar o atendimento.
Após uma coleta de sangue em jejum, que devido ao fato de ser o primeiro exame pré-natal resultou em oito tubos de sangue, Edite ficou tonta e nauseada. Seu rosto ficou tão pálido que Branca rapidamente a ajudou a se sentar.
"Bebe um pouco de água com glicose. Você está muito magra e tirar sangue em jejum te deixa mais fraca."
Edite tomou alguns goles da bebida e finalmente começou a se sentir um pouco melhor.
Depois de esperar meia hora, com o relatório em mãos, Branca levou Edite para falar com a médica.
Por ser sua primeira consulta de pré-natal, Edite estava um pouco nervosa.
Felizmente, a doutora disse que o desenvolvimento do bebê estava normal.
"Mas você está muito magra, e sua pressão está um pouco baixa. Isso é comum em gestantes mais magras, e você também está um pouco anêmica. Como você tem se sentido? Tem tido enjoo matinal?"
Edite balançou a cabeça. "Não tenho vomitado, só estou com pouco apetite e muito sono nos últimos dias."
"Se não está com apetite, coma pequenas porções várias vezes ao dia. E sonolência em gestantes é bem comum."
A médica, já com seus quarenta e poucos anos, assinou seu nome no prontuário. "Você está esperando gêmeos, então será um pouco mais cansativo do que uma gravidez única. É importante reforçar a nutrição. Aqui está um cardápio para gestantes. Leve para casa, e peça para sua família dar uma olhada também."
"Ok." Edite pegou o cardápio. "Obrigada, Dra. Andrade."
"De nada. A Sra. Rocha e eu somos boas amigas. Vamos trocar contato no WhatsApp, e você pode marcar suas consultas diretamente comigo. Sempre que eu estiver de plantão, você pode vir me procurar."
"Certo."
Edite e Dra. Andrade trocaram contatos no WhatsApp, e como havia outras gestantes esperando, Edite e Branca se despediram.
No caminho de volta ao estúdio, Branca estava dirigindo.
Edite, no banco do carona, estava concentrada olhando o ultrassom.
No semáforo, enquanto paravam no sinal vermelho, Branca olhou para Edite. "Você está olhando isso há um tempão, não cansa?"
"É que estou emocionada."
Eles entraram no escritório, um atrás do outro.
Emerson fechou a porta e se virou para Edite.
Edite pendurou a bolsa e o casaco no cabide e, ao olhar para trás, viu Emerson com uma expressão séria.
Ela franziu ligeiramente a testa. "Por que essa cara? O exame foi bem. Eu chamei você aqui para falar sobre trabalho."
"Fico feliz que minha afilhada esteja saudável."
Emerson disse, sentando-se no sofá, com um olhar hesitante, como se quisesse dizer algo.
Edite percebeu que a reação de Emerson estava estranha.
Ela se aproximou e sentou-se à sua frente, olhando diretamente para ele. "Você tem algo para me contar?"
Emerson coçou a nuca, claramente hesitante, "Eu não sei se devo te contar, mas isso está dando o que falar por aí, e acho que, mais cedo ou mais tarde, você vai acabar sabendo."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laço de Sangue? Laço de Mentira!
Ah não oooo. Por favor, postem mais. Esse livro é ótimo...