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Laço de Sangue? Laço de Mentira! romance Capítulo 144

Edite conseguiu resolver tudo com uma eficiência impressionante. Parece que, como Branca havia dito, Davi realmente investiu pesado desta vez.

Edite afastou esses pensamentos e dirigiu-se para o estúdio.

Ao chegar, foi recebida pelo pequeno golden retriever que a aguardava ansioso na entrada.

"Au, au!"

Edite se agachou para acariciar a cabeça do cãozinho.

"Edite!"

Andreia se levantou de sua mesa de trabalho. "Alguém trouxe um buquê de rosas para você. Deixei na sua mesa."

Rosas?

Edite ergueu o olhar para Andreia. "Alguém disse quem enviou?"

"Não, mas parece que tem um cartão!"

"Ok, vou ver."

Edite entrou em seu escritório.

Sobre a mesa, havia um grande buquê de rosas azul-gelo.

Edite aproximou-se, pegou o cartão e o abriu:

[Quando te vi pela primeira vez, seus olhos brilhavam como estrelas, e desde então plantaram um universo no meu coração.]

No canto do cartão, lia-se 'Sr. Fortes'.

Edite franziu a testa, jogou o cartão no lixo e saiu com o buquê nos braços.

"Andreia, leve essas flores para o café no térreo."

Andreia parecia relutante. "Vai jogar fora essas rosas tão lindas?"

"Você gosta?" Edite ofereceu as flores para ela. "Pode ficar com elas, se quiser."

Andreia balançou a cabeça. "Isso foi claramente enviado por um admirador seu, Edite. Não posso aceitar!"

"Eu não me interesso por flores. Leve para o café. Eles sempre precisam de arranjos."

"Está bem!"

Andreia, carregando o buquê, cruzou com Emerson, que acabava de chegar.

"Sr. Guedes, bom dia!"

Emerson lançou um olhar para as rosas nas mãos de Andreia. "Recebeu flores, Andreia?"

"Não, são da Edite."

...

No hospital, em um quarto VIP.

Paulo estava ao lado de Rafaela, olhando para o telefone que havia sido desligado, com um bico de decepção.

Rafaela acariciou a cabeça dele. "Querido, não fique triste. Sua mãe Edite deve estar ocupada."

"Que trabalho é esse que a deixa tão ocupada!"

Paulo resmungou. "Ela não é uma superestrela como você, só conserta coisas. Não entendo o que ela vê nesse trabalho. Não gosto nada disso!"

Rafaela sorriu ligeiramente. "Sua mãe Edite pode não estar ocupada com o trabalho."

Paulo ficou surpreso e levantou a cabeça. "Não está ocupada com o trabalho? Então por que não atende meu telefone? Ainda está chateada? Já faz muito tempo!"

"Não te falei da última vez?" Rafaela riu. "A Edite pode estar com um bebê a caminho."

Os olhos de Paulo se arregalaram. "Ela vai ter um bebê? Não pode ser!"

O sorriso de Rafaela diminuiu um pouco. "Por que você acha que não pode ser, Paulo?"

"A mãe Edite disse que sempre me amaria mais que tudo!" Paulo estava quase chorando. "Estou me esforçando tanto para ser um bom menino. Como ela pode ter outro bebê?"

Paulo falou enquanto se preparava para sair da cama: "Eu não acredito que a mãe Edite vai ter um bebê. Vou perguntar ao papai!"

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