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Laço de Sangue? Laço de Mentira! romance Capítulo 141

Às três da tarde, Edite e Emerson voltaram para o estúdio.

O pequeno labrador dourado não via Edite há uma semana e, ao vê-la de volta, não parava de latir de alegria. Onde Edite ia, ele a seguia.

Edite, meio divertida e meio exasperada, falou: “Destino, não chega tão perto, cuidado pra eu não pisar em você.”

Ao ouvir isso, o labrador parou por um momento, e só depois que Edite deu mais alguns passos ele voltou a segui-la, abanando o rabo.

Emerson, observando a cena, comentou surpreso: “Você e esse cachorro conseguem se comunicar sem nenhuma barreira.”

"Meu avô também tinha um labrador dourado que entendia tudo", respondeu Edite.

Edite abriu a porta do escritório, entrou e pendurou a bolsa e o casaco no cabide ao lado. Olhando para Emerson, sugeriu: “Você também tem se cansado esses dias. Se não tiver nada urgente, por que não vai descansar um pouco?”

"Sou jovem, não preciso", Emerson disse, acomodando-se no sofá. "Você já entrou em contato com o Davi?"

Edite hesitou por um momento. “Ainda não.”

“Não tem pressa?” Emerson a encarou, claramente desaprovando. “Vai deixar pra resolver só no final do ano?”

“…”, Edite ficou momentaneamente sem palavras e disse: “Vou ligar agora.”

Ela pegou o celular e discou o número de Davi.

Do outro lado, Davi atendeu, e sua voz grave chegou através do telefone: “Você voltou para Cidade NorteLuz?”

Edite confirmou com um breve "sim" e perguntou: “Quando você tem tempo?”

“Se for para discutir os três termos, estou sempre disponível. Mas se for para assinar o divórcio, então não tenho tempo.”

Edite franziu a testa. “Davi, você acha que isso é engraçado?”

“Pense bem nos três termos antes de me procurar.”

Com isso, Davi desligou o telefone abruptamente.

Edite tentou ligar novamente, mas ele não atendeu.

Segurando o celular, ela estava visivelmente irritada.

“Ele não quer cooperar?”

“É, parece que não.” Edite jogou o celular na mesa e pressionou as têmporas com os dedos. “Acho que vou ter que entrar com um processo.”

Emerson pegou o celular. “Vou perguntar a um amigo meu da Cidade Noite se ele pode ajudar.”

Quando sua mãe teve problemas, Gisella foi a primeira a expulsá-la quando ela procurou ajuda na Família Cardoso.

Agora, ao ver o sorriso falso de Gisella, Edite só conseguia lembrar do rosto cruel e severo que ela havia mostrado naquela época.

Que contraste, hein?

Com sarcasmo no coração, Edite manteve a frieza no rosto e disse: “A única família que eu tinha neste mundo já morreu, Sra. Mendes. Não precisa fingir, pode ir embora.”

O sorriso de Gisella congelou.

“Mãe, tá vendo!” Ivonete disse, batendo o pé de raiva. “Eu falei que ela não ia nos aceitar, mas você insistiu em vir pra passar vergonha!”

Gisella lançou um olhar duro para Ivonete. “Cala a boca!”

“Eu não vou aguentar isso, se você quer passar vergonha, passa sozinha. Eu não vou engolir esse sapo, tô indo embora!” Ivonete soltou a mão da mãe, lançou um olhar furioso para Edite e saiu pisando duro.

“Ah, essa menina…”

Gisella não conseguiu impedir Ivonete e resmungou algumas palavras, antes de virar-se para Edite com um sorriso forçado.

"Edite, não leve a mal, viu? Sua irmã foi muito mimada pelo seu tio ao longo desses anos. Como irmã mais velha, tente não se incomodar com ela, tá bom?"

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