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Laço de Sangue? Laço de Mentira! romance Capítulo 130

Edite voltou ao escritório para pegar o casaco e a bolsa, preparando-se para sair com todos rumo ao hotel.

"Mãe!"

A voz de Paulo ecoou do lado de fora.

Edite parou por um momento e saiu do escritório, vendo Paulo correndo em sua direção.

Mas antes que ele chegasse perto dela, Emerson o interceptou.

"Você de novo, garoto!" Emerson segurou Paulo pela parte de trás da camisa. "Quem te trouxe aqui?"

"Foi meu pai."

Paulo estava um pouco incomodado por ser segurado pela camisa, mas desta vez não fez birra e ainda cumprimentou Emerson educadamente: "Tio Guedes, feliz festa de São João!"

Emerson ficou surpreso.

O que estava acontecendo?

Esse garoto mudou da noite para o dia?

"Tio Guedes, você pode me soltar? Você está me segurando de um jeito que me deixa desconfortável."

Emerson ficou sem palavras.

Ele achava tudo muito estranho, mas como Paulo estava se comportando de maneira tão educada, não podia ser rude com ele.

Emerson soltou a camisa de Paulo, olhou para ele e arqueou as sobrancelhas. "E seu pai, onde está?"

"Meu pai teve que ir trabalhar." Paulo respondeu obedientemente.

Ele se lembrou bem do que sua mãe Rafaela lhe disse!

Daqui para frente, na frente da mãe, ele não deve mencionar mãe Rafaela. Deve ser um bom menino, obediente, para que sua mãe o ame como antes!

A mudança repentina de Paulo deixou Emerson perplexo.

Ele olhou para Edite. "O que você acha disso?"

Os olhos de Paulo brilharam. "Que bom que você gostou, mãe!"

Emerson coçou a cabeça, achando a mudança de Paulo muito estranha!

Mas ele também sabia que talvez estivesse sendo muito severo ao julgar um menino de cinco anos com a mente de um adulto.

Embora ele realmente não gostasse de ver Paulo grudado em Edite.

Mas hoje era São João, e Paulo estava se comportando de maneira tão educada e atenciosa que, mesmo que Edite não conseguisse dizer não, ele também não tinha coragem de mandá-lo embora.

"Mãe, fique tranquila, mais tarde, quando meu pai terminar o trabalho, ele vem me buscar. Não vou incomodar você por muito tempo."

Ouvindo isso, Edite ficou com a frase "Vou pedir para o Tio Guedes te levar para casa" presa na garganta.

Ela olhou para Paulo, franzindo a testa, com o coração cheio de sentimentos mistos.

Paulo olhava para ela ansiosamente, com as mãos na frente do corpo, mexendo os dedos. "Mãe, eu não vou mais te dar trabalho. Por favor, não me mande embora, tá bom?"

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