"Meu pai sempre disse que ele e minha mãe ainda não se divorciaram! Minha mãe ainda é esposa do meu pai! E é minha mãe!", exclamou Paulo, abraçando Edite e encarando Emerson com determinação. "Eu fui criado pela minha mãe, que me ama muito! Você é apenas um passageiro! Não vai durar muito tempo aqui!"
Emerson ficou sem palavras, "...".
É verdade o que dizem: tal pai, tal filho!
Ambos são irritantes e teimosos da mesma forma!
Emerson coçou a cabeça, visivelmente frustrado, e se voltou para Edite: "E agora, o que fazemos?"
"Eu vou levá-lo comigo", respondeu Edite, pegando a mão de Paulo.
No entanto, no momento em que ela se virou, Rafaela já estava colocando os óculos escuros, pegando a bolsa e se dirigindo rapidamente para a porta, como se temesse ser seguida.
Edite parou, franzindo a testa com irritação enquanto observava a silhueta de Rafaela se afastando.
"Olha!", Emerson disse irritado, apontando para Rafaela que se afastava. "Essa é a mãe Rafaela que você tanto idolatra! E, no final, ela nem tem coragem de reconhecer você como filho na frente dos outros!"
Paulo ficou paralisado, observando a figura de Rafaela desaparecer.
Do lado de fora, o carro que veio buscar Rafaela chegou. Assim que a porta foi aberta, ela entrou e a van partiu, sumindo na escuridão da noite.
Durante todo o tempo, Rafaela sequer olhou para trás.
O rosto de Paulo, banhado em lágrimas, refletia confusão. Ele ainda segurava firmemente o casaco de Edite.
"Que tipo de mãe é essa, hein?" Emerson comentou, passando a mão nos cabelos de Paulo.
Paulo finalmente reagiu, começando a chorar alto novamente!
Imediatamente, olhares de reprovação e desagrado se voltaram para ele.
Rafaela foi embora, deixando Paulo para trás, sem se importar.
Como Paulo insistia que Edite era sua mãe, o gerente não teve escolha a não ser recorrer a Edite.
Sem alternativas, Edite levou Paulo consigo.
Emerson bufou, "O que foi? Come logo seu bife!"
Paulo murmurou um "tá bom" e voltou-se para Edite.
Edite estava concentrada em seu próprio bife, sem dar atenção a ele.
Percebendo que Edite não iria ajudá-lo e que Emerson também não permitiria, além do fato de que estava realmente com fome, Paulo parou de fazer birra e começou a comer.
Levou cerca de meia hora para terminar o bife.
Quando saíram do restaurante, já eram oito e meia da noite.
Enquanto Emerson foi buscar o carro, Edite e Paulo esperaram na entrada.
Paulo segurou a mão de Edite, olhando para ela com um sorriso travesso. "Mamãe, esse bife estava delicioso! Podemos vir com o papai da próxima vez?"
Edite olhou para a mão que Paulo segurava e então, com um olhar tranquilo, fixou os olhos no rosto de Paulo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laço de Sangue? Laço de Mentira!
Ah não oooo. Por favor, postem mais. Esse livro é ótimo...