Davi levou Paulo junto com ele, além do gato de pelúcia que Rafaela insistia que Edite adoraria.
Assim que eles saíram, Edite, que estava se esforçando para se manter firme, desabou.
Emerson a segurou antes que ela caísse completamente, colocando-a no sofá do escritório.
Edite se recostou no sofá, pressionando a mão contra o peito, respirando rapidamente, e seu rosto estava pálido como uma folha de papel.
Ela estava passando por uma crise de hiperventilação causada por emoções exacerbadas.
Emerson cobriu a boca dela com delicadeza e orientou calmamente: "Você está hiperventilando, feche a boca, siga meu ritmo, um, dois, inspire, isso, assim mesmo, um, dois, inspire..."
Com a ajuda de Emerson, a respiração de Edite finalmente voltou ao normal.
Emerson encheu um copo com água morna e levou até a boca dela. "Tome um pouco de água."
Edite, ainda recostada no sofá, tomou meia xícara da água morna, e seu corpo tenso começou a relaxar gradualmente.
Emerson pegou uma almofada e colocou atrás dela. "Vai se sentir mais confortável assim."
Edite olhou para Emerson, os lábios pálidos se curvando levemente, e agradeceu com sinceridade. "Obrigada."
Nos últimos dias, ela percebeu que, apesar de Emerson ter uma língua afiada, ele era uma pessoa de bom coração.
Além disso, apesar de sua pouca idade, ele surpreendentemente sabia como cuidar das pessoas.
"O que é isso?" Emerson pegou um papel do chão, franzindo a testa. "Um exame de gravidez? De quem é isso..."
Edite arregalou os olhos e tentou pegar o papel de volta.
"Espera aí!" Emerson desviou da mão dela, levantando-se e examinando o conteúdo do documento com cuidado.
Após alguns segundos, ele olhou para Edite com uma expressão séria. "Você está grávida?"
Edite o encarou, a preocupação evidente em seu rosto. "Não conte a ninguém."
"Mas você e o Davi estão se divorciando!" Emerson exclamou. "Você quer ser mãe solteira?"
"Vou fazer a cirurgia amanhã."
Emerson ficou surpreso. "Cirurgia?"
"Sim." Edite se levantou e pegou o exame de volta das mãos dele, sua voz estava baixa. "Vou fazer um aborto."
Edite continuou acariciando o pequeno cachorro, ainda um pouco distante, perdida em pensamentos.
Emerson se agachou ao lado dela, lembrando-se de como ela havia chorado à beira do rio ao ver uma garotinha.
Antes ele não entendia, achava que ela ainda estava de luto pela morte da Beatriz, mas agora, com o exame de gravidez e sabendo que ela faria a cirurgia no dia seguinte...
Emerson entendeu que aqueles "desculpas" eram dirigidos ao bebê que ela carregava.
"Na verdade..." Emerson coçou o nariz, escolhendo cuidadosamente as palavras. "Acho que criar o filho sem o pai também pode ser uma boa opção."
Edite parou de acariciar o cachorro e levantou os olhos para ele.
"É sério!" Emerson analisou a situação com seriedade. "Veja só, você é financeiramente independente, tem uma carreira sólida. Mesmo sem o Davi, esse cara, não vai faltar nada para as crianças."
Edite franziu a testa. "Criar um filho não é só uma questão de dinheiro."
"O que mais falta?" Emerson perguntou, franzindo a testa. "Ah, uma figura paterna? Eu posso ser essa figura!"
Edite ficou surpresa, olhando para Emerson. "Você?"
"Claro!" Emerson respondeu com um ar de quem não vê nada de mais, "Eu sou o padrinho dos dois filhos! Espera aí, que cara é essa? Eu não sou bonito o suficiente ou não sou bom o bastante?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laço de Sangue? Laço de Mentira!
Ah não oooo. Por favor, postem mais. Esse livro é ótimo...