"AuAu!" o pequeno labrador dourado respondeu animadamente.
Emerson interrompeu de propósito, "Acho que chamar de AuAu não é uma má ideia!"
O filhote olhou para Emerson e fez um som de 'hmm hmm', como se estivesse se queixando.
Emerson ficou surpreso, "Caramba, parece que ele realmente entende!"
"Labradores são muito inteligentes," disse Edite, "Ele não gosta do nome que você escolheu, talvez prefira 'Destino'."
"AuAu!"
Emerson observou o pequeno labrador responder a cada palavra de Edite e não pôde deixar de se admirar, "Estou impressionado! Você é realmente a dona escolhida para ele!"
Edite olhou para o filhote, e seus olhos, que estavam apagados por dias, finalmente brilharam um pouco.
Ela estava prestes a deixar o labrador sair quando um grito familiar a interrompeu do lado de fora —
"Mamãe!"
Edite parou por um instante.
A porta do estúdio estava aberta, e Davi entrou acompanhado de Paulo.
"Mamãe!"
Edite levantou-se, observando Paulo correr em sua direção com uma caixa de transporte de animais nos braços, seu olhar permanecia sereno.
Paulo usava um gorro de lã, e seu rosto estava com uma cor saudável, indicando que já estava bem recuperado.
Emerson levantou-se, colocou uma mão no bolso e suspirou impaciente, "Por que esse garoto está aqui de novo?"
Davi, que vinha logo atrás de Paulo, ao ver Emerson, estreitou os olhos ligeiramente.
"Mamãe, olha o que eu trouxe para você!"
Ela olhou para Paulo, contendo a raiva que transbordava em seu peito, e disse em voz baixa: "Eu não preciso disso, leve embora."
"Por quê?" Paulo franziu a testa, seus grandes olhos cheios de incompreensão.
"Mamãe, por que você não quer o gatinho? Eu escolhi com tanto carinho para você! Ele é muito fofo, a mãe Rafaela disse que você com certeza iria gostar, por que você não quer?"
"Eu simplesmente não gosto, leve embora!" Edite falou com a voz oscilante, lutando para controlar sua raiva, "Paulo, estou dizendo de novo, leve embora!"
A boca de Paulo tremeu, ele olhou para Edite, abraçou a caixa de transporte e baixou a cabeça, virando-se devagar.
Edite observou sua silhueta abatida e fechou os olhos com força.
Paulo deu alguns passos à frente, ficando cada vez mais irritado, de repente virou-se e gritou para Edite: "Mamãe, você é muito injusta!"
Edite ficou surpresa e abriu os olhos.
Paulo a encarou, chorando e gritando: "Eu escolhi com tanto cuidado o presente para você e você não quis! Você não é nada como a mãe Rafaela! Quando eu dei um gatinho para a mãe Rafaela, ela ficou tão feliz e me elogiou por ser tão atencioso! Por que você não pode ser como a mãe Rafaela?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laço de Sangue? Laço de Mentira!
Ah não oooo. Por favor, postem mais. Esse livro é ótimo...