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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 273

Aquiles

Fui para a sala com Adam para respirar e conversar um pouco, enquanto minha mãe e Ania cuidavam de Liliane. Quando a vi desfalecer em meus braços, um desespero me corroeu. Nem fui capaz de disfarçar quando ela acordou. Senti as lágrimas rolarem como um menino.

— Não pode fazer isso. Vocês têm um caminho longo a percorrer, e você será o cara em que ela vai se apoiar, filho.

Adam me deu um tapinha nas costas, como fazia quando me consolava quando eu era apenas um filhote.

— Estou imaginando você passando por isso por filhotes que nem eram seus... — exalei o ar que estava segurando.

— Foi um processo e tanto. — Ele levantou as sobrancelhas e passou a mão pelos cabelos. — O importante é que agora são meus. Gustavo, querendo ou não, tem mais de mim em vocês do que do Gael. Essa fase passa, Aquiles. Logo, quando olhar no rostinho deles, tudo terá valido a pena.

— Não consigo imaginar o que faria sem ela.- confessei meu maior medo.

— Então não imagine. Vamos cuidar para que você tenha sua família inteira, não é?- Adam rebate.

— Com certeza.- meu corpo ainda se sentindo alerta contra um inimigo que eu não tenho como passar as garras.

— Já enviou mensagem ao médico do Norte?- pergunto olhando meu irmão.

— Eu enviei — Adrian respondeu tirando um fiapo invisível da camisa sentado no outro sofá— Na verdade, mandei Aurin buscar os resultados e avisá-lo que ele ficará morando na mansão por um tempo.

— Ele concordou com isso? — foi a vez de Atenor, companheiro de Ania, perguntar com uma sombrancelha erguida.

— Eu não ofereci escolha. — Adrian deu de ombros.

— Adrian, você bem que puxou para o lado do seu pai. — Atenor zombou.

— Só nisso. Porque agora que tenho minha fêmea é que não entendo esse lance de vocês mesmo.

Adam e Atenor se entreolharam em silêncio.

— E quem disse que a ideia foi nossa? Vão caindo na cara de anjinhas daquelas duas? — Atenor provocou. — Aliás, se nossas fêmeas são esfomeadas, o que dizer da sua, que vai montar um cabaré para mulheres se darem bem?

— É uma boate. — Adrian rosnou.

Atenor riu, debochado.

— Se vocẽ diz...Pois logo, logo você terá companhia também. Aposto cem mil. — Atenor provocou.

— Eu aposto cem mil que Adrian a satisfará sozinho. Ela é humana, no final das contas. — Adam, seu pai, lançou a aposta.

Olhei dos dois para Adrian.

Adrian estreitou os olhos em desafio.

— Se a minha fêmea for por esse caminho, a sua também vai. Elas vivem juntas.

— Ei, sai fora, Adrian. Já tenho minhas preocupações.

Será? Não… Liliane não teria essa coragem.

**Adrian

— É uma honra, Luna — ele disse baixinho, ao receber o prêmio.

Ao fim do evento, procurei-o com o olhar. Afinal, ele seria o gerente da boate. Levei-o para uma sala reservada.

— De qual alcateia você é?

— Sou um renegado por nascimento. Não tenho alcateia. Aparentemente, meu pai nem sabe que existo.

— Então como me reconheceu?

— As novidades correm rápido em nosso mundo. E uma humana grávida de um Alfa Supremo é uma baita novidade.

— Não sei se é justo você ganhar o prêmio dos humanos.

— Isso é feio, Luna. Não pode me rebaixar por ser um lobo. Pensei que você, entre todos, iria entender. E, a propósito, você contratou mais cinco lobos. Eles só não se deram a conhecer, por isso me apresentei. Quero ser a ponte entre você e eles. Quem sabe criar um programa que nos permita deixar de ser renegados quando mostrarmos nosso valor.

Ele falou com uma expressão magoada. Pegou meu blazer que estava na cadeira e o segurou para que eu vestisse. Seria um ômega? Eles costumavam fazer isso.

— Vou precisar estudar caso a caso, está bem? Me dê um tempo para digerir.

Ele balançou a cabeça, ansioso. Estendi a mão para cumprimentá-lo.

Ao chegar em casa, Adrian estreitou os olhos.

— Por que tem cheiro de um lobo em você?

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