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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 252

Artemisia

Ao observar Aquiles cruzando o salão com sua fêmea, não consigo evitar um leve sorriso.

— Isso é coisa sua, Luna?

O som do motor se afastando arranca de mim um sorriso, mas ele some ao ver Lisandro me encarando, furioso.

— Eu não abri a boca para Aquiles — ergo as mãos em rendição. — Não estou atrás de briga. E fui eu quem salvou o seu filho… então estamos quites.

— Pai, precisamos ir atrás da Liliane — fala Alaric, levando a mão ao pescoço, marcado pelos dedos de Aquiles.

— Sério mesmo que vai tentar, Alaric? Porque, até você chegar, Aquiles já terá reivindicado a Liliane em versão completa e estendida… e talvez repetido algumas vezes.

O rosto de Alaric se contorceu em indignação, mas o pai de Liliane se adiantou:

— Uma união entre famílias, quase vinte anos em construção, foi arruinada por ele. O macho está quase desmoronando.

— Não se preocupe com isso. São apenas negócios de família; trocar de filha não faz diferença — digo ao pai de Liliane.

Alaric franziu a testa diante de Lia. Todos ficaram em silêncio absoluto, e eu engoli seco, nervosa.

— Alaric, você vai concordar que Lia é tão linda quanto Liliane.

— Não vou obrigá-la a tomar o lugar de sua irmã — falou ele, olhando diretamente para ela.

— Eu… tomaria esse lugar, se você me aceitar, Alaric.

— Viu? Tudo resolvido. Se o problema era reunir a família, já está feito.

— E a Liliane?

— Ela ficará bem. Meu irmão jamais faria mal àquela ômega.

Os convidados já demonstravam impaciência, e a cerimônia acabou se resumindo a um rápido gesto: os dois assinaram o contrato.

Trouxeram um vestido mais formal para a nova noiva, que carregava nos olhos um ar de resignação. Ela e Alaric formavam um par harmonioso, quase perfeito. Fiquei ali, observando, torcendo para que, de alguma forma, eles conseguissem se entender no futuro.

Lisandro já me fuzilava com o olhar, enquanto eu me afastava, preocupada, tentando manter nossa união pacífica das alcatéias.

— Vamos dançar, carinho? — Felipe me oferece a mão e, ao tocá-la, tudo ao meu redor parece desaparecer.

**Aquiles

Ali, deitado, contemplando Liliane ao meu lado — meu braço servindo de travesseiro e o dela repousando sobre minha cintura — passo a mão por sua cintura fina. Ficamos frente a frente; acaricio suas costas e ela relaxa sob meu toque, totalmente receptiva. Ainda me irrita pensar que quase perdemos isso.

— Não durma.

Seus olhos se abrem, me observando.

— Está pronta para me receber de novo?

— Mas você acabou de terminar — ela ofega.

Passei minha mão das costas até a lateral dos seus seios, observando seus mamilos rosados se erguerem, pedindo meu toque. Estou disposto a tudo que seu corpo aguentar de mim.

— Não me vejo cansando de você tão cedo, ômega. — Me abaixo e começo a sugar e brincar com seus seios. O arquear do seu corpo me diz que estou no caminho certo. Quero explorar todos os seus pontos sensíveis hoje.

— Não tenho como evitar, desculpe.

Ficamos trancados alguns segundos um no outro. Aproveitei para lamber minha marca em seu pescoço, enviando ondas de prazer. A segurei firme junto ao meu corpo. Ela se aconchegou, escarranchada, e eu não me retirei, já ficando duro novamente. A sensação é deliciosa.

Quando o nó diminuiu, ela quis descer.

— Ainda não. — Seu corpo estremeceu sob meu toque. — Não vou te tomar novamente; só quero sentir que está aqui, que não te perdi, e afastar da minha cabeça a imagem de você naquele maldito vestido branco, prestes a se entregar a outro.

Ela aquiesceu com a cabeça. Sua respiração ficou lenta; olhei seu rosto e a condenada dormiu. Simplesmente dormiu, enquanto eu queria conversar desesperadamente sobre encontrá-la com outro, sobre ela tentar defendê-lo de mim. Ah! Sim, isso doeu.

Acariciei seus cabelos macios. Mesmo humilhado, trocado por outro, eu a queria para mim. Talvez fosse egoísmo da minha parte; talvez ela não me perdoe por tê-la afastado de seus familiares. Mas eu a queria desesperadamente ali, em meus braços. Ainda queria o impossível: meu coração ansiava que ela me amasse. Lágrimas silenciosas escorriam em meu rosto. Eu não sabia se pelo alívio de tê-la de volta ou pela humilhação de não ter sido o escolhido.

Os lobos lá fora sentiram a troca de energia e uivaram felizes. Afinal, eu sou aquele que nunca lhes daria uma Luna.

Acolho-a gentilmente no colchão, me organizo e saio do quarto. Vou para o escritório. Meu avô, Godric, me olha e abre um sorriso largo.

— Ouviu nossos lobos? — eu aquiesci com a cabeça, discando o número de Temi.

— Aposto que nascerá tantos filhotes aqui quanto na união de sua mãe com Adam.

Fiquei rígido, ainda não sabia a reação de Liliane quanto a isso. Se ela vai querer ser mãe de um filhote meu… teremos que realmente conversar sobre nossa próxima vez.

Eu ainda não sei se estou pronto para ouvir a resposta dela só de tudo isso, será que realmente me perdoará por ter lhe arrancado do convívio famíliar, será que me punirá de algum modo?

Ela atende.

— Eu quero saber tudo, sobre essa família, sobre aquele patético noivo, sobre a alcatéia das ômegas douradas e sua liderança. Seus planos que envolveram minha fêmea. Tudo Artemísia.

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