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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 251

Liliane

Aquiles abriu a porta do carro e me colocou no banco do passageiro. Tentei me levantar, mas fui contida por outro rosnado alto e furioso, o que me fez ficar imóvel.

Ele fechou a porta, contornou o carro e entrou no lugar do motorista, dando partida imediatamente. Mordi o lábio inferior, nervosa.

— Eu te disse que ficaríamos com nossas lembranças. Não entendeu que era um término?

— Entendi… só não aceitei.

— Faz a volta, Aquiles.

— Quem é ele? Ele te conhece melhor do que eu? Chegou a te tocar… a te fazer sentir algo nesses dias? Já decorou seu corpo como eu?

— Isso não é importante. Ainda dá tempo de me devolver.

— Ele te fez me esquecer por um instante? Fala!

Ele gritou, enlouquecido. Encolhi-me no canto e comecei a chorar novamente. O que seria de mim agora? Sem casa, sem família… e com um lobo que agora me odeia.

O carro, em alta velocidade, seguia por um caminho desconhecido.

Ele pegou o celular e discou.

— Estou enviando minha localização. Envia o helicóptero ao meu encontro.

— Aquiles… minha família… meu pai não vai me perdoar. Por favor…

As lágrimas escorriam pelo meu rosto.

Ele permaneceu em silêncio, sua aura me esmagando, o rosto fechado como se a estrada fosse um inimigo.

O celular tocou.

— Estou parando.

Ele encostou à beira do caminho, e logo o barulho ensurdecedor das hélices tomou conta do ambiente. Um macho desceu e abriu minha porta para Aquiles, que veio me retirar. Segurei-me no banco.

— Não… não, não!

O outro macho sentou-se no lugar de Aquiles, aguardando para levar o carro.

Aquiles me puxou pelo antebraço, obrigando-me a soltar o banco ao qual eu me prendia como âncora.

— Aquiles, você não é assim!

Ele me arrastou até o helicóptero, pousado no meio da estrada.

— E olha o que eu ganhei, ômega.

Um abafador foi colocado em minha cabeça enquanto Aquiles me prendia com o cinto no banco.

— Liberado! — o outro macho gritou.

Encostei a cabeça e fechei os olhos.

Agora não há mais volta.

Minha família acabou de perder o negócio. Serão malvistos… a família que levou um Alfa para a cidade dos ômegas. Aquela que quebrou um juramento de centenas de anos.

Nem meus pertences eu trouxe.

Será que serei castigada como ele fez com os anciãos?

Ai, deusa Selene… e agora?

O helicóptero desceu, e reconheci a alcateia do Sul.

Aquiles me pegou no colo e me jogou sobre o ombro novamente.

— Eu sei andar, Aquiles! — comecei a me debater.

Alguém abriu a porta. Levantei um pouco o corpo e vi o avô de Aquiles nos observando, curioso.

— Me ajuda!

Vi, de relance, suas sobrancelhas se erguerem, surpresas.

Aquiles subiu as escadas como se eu não pesasse nada e me colocou em um quarto.

Agora… agora eu estava realmente amedrontada.

— Você achou que iria brincar com o demônio em uma despedida de solteira e depois voltaria para o seu ômega certinho? Foi isso? Achou que eu não te faria pagar por me fazer de trouxa, Liliane?

— Eu reconheço… eu poderia ter te avisado antes de ir embora. Mas daí a me raptar já é um pouco demais.

— Você lá sabe o que é “demais” para um lobo como eu?

— Não! E aí mora o problema. Lobos como você fazem o que querem, na hora que querem.

Falei sem pensar.

— Pois é exatamente isso. E o que eu quero, neste exato momento… é você.

Ele me beijou com fome.

Minha respiração ficou entrecortada. Aquiles me acalmou com beijos, com toques, me dando uma sensação intensa de prazer, até que meu corpo começou a ceder. Então começou a empurrar mais um pouco.

— Para… eu não aguento…- gritei

Ele parou, encostando a testa na minha. Estávamos tremendo, suados, tentando nos controlar.

Enlacei minhas pernas em sua cintura.

Ele agarrou meu traseiro com firmeza empurrando o restante do seu cumprimento, até não haver mais espaço entre nós

— Ah!- gritei novamente.

— O pior já passou…- sua voz rouca em meu ouvido.

Ele se moveu devagar.

— Tá doendo, Aquiles…- choramingo

- Vai melhorar...- ele começa a aumentar seu ritmo

Ele voltou a beijar meu pescoço, e aos poucos meu corpo relaxou. Meus gemidos começaram a acompanhar os dele.

O ritmo aumentou… até que chegamos juntos ao clímax.

— Aquiles… tá doendo… tira…

— Não dá… é o meu nó…-Era como se me despedaçasse de tanto prazer e dor ao mesmo tempo.

Fiquei imóvel, tentando focar apenas na sensação dos seus lábios na minha pele.

Então senti.

As presas.

Sua mordida.

Uma onda quente percorreu meu corpo, uma sensação quase embriagante, me deixando leve… entregue.

Com o tempo, a pressão na minha intimidade diminuiu.

Aquiles se retirou devagar.

Minha pele estava úmida, sensível.

Aquiles se deitou ao meu lado e me puxou para junto dele, tirando os fios revoltos que grudaram no meu rosto.

—Nunca mais vai se afastar de mim. Agora, você é minha… por completo.

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