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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 245

Luna Vanessa

Havia algo novo em mim, algo que Adrian despertara. Eu admirava essa mulher que parecia ter renascido dentro da minha própria pele. Meus olhos tinham um brilho diferente. No vestido cor de vinho, ajustei as alças delicadas, quase invisíveis. Virei-me levemente para observar o decote profundo nas costas, indecente o suficiente para provocar comentários, fechei com chave de ouro em uma fenda até o alto da coxa esquerda. Adrian tinha esse efeito em mim: a vontade de provocar, de quebrar limites, de sentir os olhares me seguindo

-Vamos Vanessa?

— Supremo. — saí do closet.

Ele respirou fundo. Eu sabia que estava sentindo meu cheiro da porta onde estava. Seu maxilar se cerrava com força, numa tentativa clara de manter o controle.

— Está perfeita… — murmurou. — Poderíamos nos atrasar. Só um pouco.

Ele envolveu os braços em minha cintura e inclinou-se para me beijar com cuidado, evitando borrar meu batom.

— Eu não me arrumei toda para uma rapidinha aqui no quarto, Adrian. — ergui o queixo, fingindo indignação.

— Você j**a sujo quando se veste assim…— ele roçou o corpo contra mim, já claramente sem muito controle.

— Pensei que fosse um lobo de autocontrole exemplar, Supremo. Acho que me enganei.

Afastei-me dele de forma teatral e caminhei até o carro. Ajax abriu a porta para mim. Aurin veio logo atrás com Adrian e se acomodou no banco da frente.

— Uau! Luna, você está deslumbrante esta noite. — ele disse, virando-se para trás para me observar com um sorriso largo.

- Obrigada Aurin, vocês também estão dando um bom espetaculo também.

-Viu Ela disse que eu estou um espetaculo.

Olhei para minhas unhas manicuradas avaliando uma cuticula invisivel enquanto os dois se estranhavam.

Eu tinha quase certeza de que ele adorava provocar Adrian.

— Pare de olhar para a minha fêmea desse jeito... ou arranco suas asas.

-Ela é uma deusa.- Aurin falou enquanto se virava para frente.

- Vai caçar sua companheira por aí seu morcego tamanho familia.

Quando o carro parou no nosso destino, vi Aurin descer rapidamente, mantendo uma distância segura de Adrian. Tentei segurar o riso, mas foi em vão.

O lugar era um restaurante fechado exclusivamente para minha apresentação aos anciões do Norte.

— Vou precisar me retirar por alguns instantes.

Um arrepio de tensão percorreu meu corpo.

— Eu e Ajax vamos cuidar de você, Luna Vanessa. — o tom dele tinha agora uma mistura de autoridade e profissionalismo.

Um homem chegou com um grande caderno e uma caneta, marcando presença em cada nome que pronunciávamos.

Ao fundo eu podia escutar a vadia sendo retirada do evento por Aurin enquanto eu e Adrin recebiampos os parabéns, me dando uma satisafação interna.

Uma banda começou a tocar, Adrian me conduzia pelo espaço com maestria sua mão em minhas costas me guiando, vez o outra ela parecia escorregar e roçar na minha coxa,

Aquiles

— Se fosse minha companheira, eu teria ligado. — Gustavo ergueu as mãos, e a água ao redor se transformou em lanças afiadas de gelo que voaram contra mim.

— Tanto que Lucila está em outra alcateia agora. — bloqueei, quebrei as lanças com chutes e acertei uma no peito dele, arrastando-o alguns metros pelo chão.

— Ela é quase uma criança. — ele bloqueou o ataque segurando meu pé e girando, fui ao chão de cara.

Os machos ao redor uivavam e batiam palmas. Perdi a luta.

— Se Liliane me quisesse, não teria ido embora. — levantei-me, ofegante.

— Você foi criado pelo Adam, isso explica muito. — Gustavo ergueu a mão na cintura, recuperando o fôlego. — Seja um macho digno das garras de gelo. Vá atrás da sua fêmea.

— Não vou me forçar a nada com ela. — ele ergueu a sobrancelha.

— Acha que vai precisar forçar aquela loba? — ouvi o conselho. — Escute um lobo que já perdeu muito na vida: vá atrás dela.

Peguei a toalha, bebi água e deixei os conselhos de Gustavo ecoarem na minha mente até que, finalmente, disquei o número dela.

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