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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 239

Felipe

O céu começava a se tingir de laranja e rosa, as nuvens brancas surgiam pequenas e alongadas, e o sol se punha lentamente, parecendo uma pintura. Os anciãos do conselho aguardavam sentados em uma fileira no palco, enquanto o Rei Lucien permanecia de pé, pronto para formalizar nossa união. Meu lobo, incerto sobre ser aceito ou não, movia-se inquieto em minha mente, irritado e perigoso.

— Ela já atrasou dez minutos… será que está bem? — me torturava o pensamento, impossível não imaginar que talvez tivesse encontrado outro lobo e ido embora em busca de riqueza ou poder.

— Felipe, acho que sua fêmea fugiu de novo… — troçava meu irmão em minha mente, ao lado de fora, aguardando para entrar com minha família.

— Cale-se, maldito imbecil — respondi mentalmente, com raiva.

De repente, a música começou. Ajustei meu terno, conferindo se estava alinhado, e minha agitação aumentou.

Meus três irmãos surgiram na entrada, e um calor familiar percorreu meu peito ao vê-los presentes naquele momento tão importante — mesmo que, às vezes, eu quisesse esfolá-los.

Minha mãe entrou, tentando se manter firme, de braços dados com meu pai, mas o brilho úmido nos olhos e o leve aperto no peito denunciavam sua emoção diante do momento tão esperado por nós.

Os pais de Artemísia adentraram a cerimônia como pilares, irradiando força e energia que parecia ecoar por todo o salão.

Minha sobrinha espalhava pétalas de rosas pelo caminho, rindo a cada passo e transformando o corredor em um pequeno jardim colorido.

Então, ela surgiu na porta: linda, confiante, vestida com um modelo que abraçava suas curvas de forma impecável, irradiando elegância e sensualidade a cada movimento.

O rei iniciou a cerimônia, destacando as responsabilidades que agora carregávamos como casal Alfa, e fez um discurso emocionante sobre união, confiança e amor.

— A partir de agora, Felipe será o Alfa de Garras de Gelo e Artemísia sua Luna. Neste momento, abrirei o elo mental dela com toda a alcateia.

**Artemísia**

Fechei os olhos, tentando me firmar nas palavras do rei Lucien. De repente, uma energia esmagadora me atravessou; sentir a consciência de todos os lobos de Garras de Gelo ao meu redor me deixou atordoada por alguns segundos.

Segurando minha mão, Felipe me guiou até a clareira onde ficava o altar da deusa Selene. Assim que nos aproximamos, os tambores começaram a tocar em ritmo forte e hipnótico. Um círculo de tochas iluminava o local, enquanto os lobos nos acompanhavam, atentos, aguardando o momento da nossa união.

Os lobos ao redor haviam aguardado até esse momento. As fêmeas se ofereceram aos machos escolhidos, e uma grande orgia começou. Espero que esse dia seja auspicioso e traga muitos filhotes, ncluindo um para mim.

**Luna Vanessa**

Meu Deus, nunca imaginei participar de algo assim. Embora Adrian tenha me avisado, ouvir sobre isso é uma coisa, ver um bando de casais fazendo sexo como se o mundo fosse acabar, em todas as posições possíveis, é completamente diferente. Sentia um calor em meu ventre que não sabia se vinha de mim ou do toque de Adrian, roçando seu corpo duro em minha bunda.

Ele discretamente me levou para o lado de uma árvore, onde minha visão era ampla, e começou a colocar a mão sob meu vestido, de forma ousada, mas não tão explícita quanto o que estava acontecendo à nossa volta. Seu corpo colado ao meu, seu rosto próximo, seu cheiro me intoxicando. Ele baixou minha calcinha e se introduziu devagar, e um gemido escapou dos meus lábios.

— Adrian…

— Quer que eu pare minha Luna?

Avaliei minha intimidade úmida, pulsante. A pele sensível, e o prazer fora do normal que eu não sei explicar bem de onde vem. Mas é avassalador.

— Não se atreva meu Alfa...

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