Luna Vanessa
Trouxe uma mala cheia de lingeries diferentes para impressionar meu lobo. Acontece que só consegui mostrar duas peças; porque, na maior parte do tempo, vivo como vim ao mundo. Adrian é incansável em me amar e repetir o quanto meu corpo é espetacular.
Confesso que estou começando a acreditar. E, mais do que isso… estou aprendendo a gostar das curvas que antes me envergonhavam.
Eu ainda não tinha contado a Adrian, mas recebi um pedido especial da minha sogra: ajudar Artemísia. Também pedi que ela fosse à cerimônia da filha. Fiz até um pequeno discurso sobre como seria injusto ter vindo ao nosso casamento e não comparecer ao de Artemísia e Felipe. Acho que consegui amolecer o coração dela.
Ela disse que pensaria. Mas, no fundo, tenho certeza de que irá.
— Amor, tenho um pedido…
Adrian está deitado, acariciando meus cabelos. Eu, por outro lado, prefiro acariciar uma parte dele um pouco mais abaixo.
— Huum?
— Quero voltar para ajudar Artemísia com a cerimônia.
Ele ergue uma sobrancelha.
— Sério que quer sair daqui para voltar àquela loucura de organizar casamento, Luna Vanessa?
— Sua irmã nos ajudou. Sem ela, não teríamos descoberto o monstro com cara de anjo que era minha tia.
Ele suspira.
— Eu já fiz um favor a ela. Estamos quites.
— Por favor… — sussurro.
Adrian inclina a cabeça e me observa com atenção.
— Você realmente gosta da minha irmã?
— Claro que sim. Sou filha única… sempre quis ter uma irmã.
E é verdade.
Depois de alguns segundos em silêncio, ele cede.
— Está bem. Vamos ficar na alcatéia deles até a cerimônia.
Uma sensação quente me invade. Se depender de mim, essa família vai se unir novamente.
***Artemísia***
Saio do escritório depois de finalizar mais um gráfico. Nele, deixei espaço apenas para os novos machos que entrarão na alcatéia. Só assim poderei simular novamente a taxa de natalidade.
Meu avô da matilha do Sul Godri, e o beta Ajax que está cuidando da alcatéia do Norte enquanto Adrian está fora, já enviaram respostas positivas: as lobas estão felizes, se enturmando. Quinze novos vínculos por enquanto. Quatro delas decidiram permanecer na alcatéia dos companheiros, mas virão à minha cerimônia para apresentar oficialmente a união e pedir pedir o desligamento da nossa alcatéia com benção como deve ser. E cumprirei a elas um como prometi.
Caminho em direção ao meu quarto quando escuto, ao longe, duas fêmeas conversando enquanto organizam a casa.
— A Lucila mal chegou e já foi recompensada. Aquela pirralha teve sorte, né?
Nada demais até aí.
— A Luna deveria ter dado o cargo a uma loba com mais tempo de serviço. Mas ela está pouco se lixando para as nossas regras.
Ah. Agora ficou interessante.
— Deixa de ser invejosa. Talvez ela só tenha gostado da menina.
O rosto do meu avô se contrai, quase dolorido.
Felipe suspira.
— Eu dei baixa em dois lobos…
Meu coração dispara.
— O quê? Eu deixei recomendações específicas. Como puderam?
— Eu não fiz nada — Felipe se defende.
— Mas também não impediu, não é?
Ele dá de ombros.
Minha cabeça começa a latejar. A fome desaparece.
— Senhora, seu irmão Adrian e sua Luna estão na sala.
A ômega encrenqueira anuncia.
Hum? Achei que só os veria na cerimônia.
— Peça para se juntarem a nós. Por favor.
Quando Adrian e Vanessa entram, parece que um raio de sol atravessa a sala. A felicidade deles é tão palpável que, por um instante, toda a tensão se dissolve.
Mas só por um instante.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...