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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 198

Vanessa Bragança

Todas as mulheres da minha família estavam ali — inclusive a lambisgoia descarada da minha prima, que pediu desculpas jurando arrependimento, dizendo que eu ia embora e que não deveríamos ficar afastadas. Não acreditei em uma palavra, mas não queria estragar a noite brigando. Deixei-a ficar. Carla, minha melhor amiga, revirou os olhos do outro lado do cômodo.

Taças de champagne eram servidas enquanto as mulheres recebiam mimos do spa: tratamentos para a pele, cabelos, unhas, massagens relaxantes com os melhores profissionais. Contratei uma banda que tocava minhas músicas favoritas.

— Senhora, temos um pequeno problema — disse alguém. — Poderia vir comigo, por favor?

— Claro. — Eu tinha certeza de ter planejado tudo nos mínimos detalhes. Contratei esse pessoal justamente para evitar qualquer imprevisto; paguei um valor absurdo para ter perfeição.

Uma mulher me aguardava na sala. Eu estava com um roupão do spa, toalha enrolada nos cabelos e chinelos.

— Você é a companheira do Adrian? — ela me avaliou; só os lobisomens chamavam “companheira” com aquela devoção, como se venerassem a palavra.

— Sim. — Só me faltava agora aparecer uma mulher dizendo ser amante dele. Meu sangue esquentou e eu a avaliei dos pés à cabeça: corpo esbelto, traços delicados. Comecei a me encolher; como eu concorreria com uma loba? Seus cabelos, longos até a cintura, não tinham um defeito sequer em seu ruivo. — E você, quem é?

— Meu nome é Eliz. Sou a mãe de Adrian. Serei sua sogra. — Ela sorriu.

Respirei aliviada e me sentei em uma das poltronas. Não quiz ser deselegante, apenas minhas pernas não respondiam do susto.

— Prazer, Eliz. Mas poderia ter participado da festa como todas. Por que está escondida aqui?

— Tenho meus motivos, mas queria conhecê-la antes da celebração amanhã. Quero lhe entregar algo. — Ela colocou uma caixa de veludo sobre a mesa e a empurrou com delicadeza na minha direção. — Este conjunto de joias é a peça que a Luna passa para sua nora; demonstra que a escolhida é aceita e querida pela família e pela alcateia. Se puder usá-lo amanhã no casamento, terá um valor inestimável para o Adrian como Líder Supremo e para você como Luna. Desejo que sejam felizes.

A fala dela era calma, mas notei um nervosismo contido. Ela se levantou; eu a segurei pelo pulso.

— Não pretende vir amanhã? — perguntei.

Eliz inclinou a cabeça e os olhos marejaram.

— Tenho algumas pendências com meus outros filhos que ainda não estou disposta a resolver, Luna Vanessa.

Ela se virou. Levantei-me e a segurei novamente.

— Escute... minha mãe faleceu há três anos. Ficariam dois lugares maternos vazios no altar. — A minha voz embotou. — Sei que devo parecer chorona, mas realmente ficaria um buraco no peito, os dois lugares vazios... Por favor...

***Artemísia

Eu já estava vestida: calça preta, camisa de manga longa gola role branca, cinto bem marcado com fivela dourada. Felipe ia à minha frente, olhos fechados e cabeça jogada para trás. a poltrona do jatinho. Meu coração andava aos pulos. O que eu diria à minha mãe se a visse? “Oi, fui infantil e idiota” ou “Odiei que você fez um contrato que me impossibilita de correr atrás do meu amor de infância”?

— Você quer parar de levantar essa maldita barreira mental enquanto envia ondas e mais ondas de raiva, tristeza e ansiedade? Estou com dor de cabeça há dias. — Felipe falou sem se mexer.

— Baixar minha barreira mental não vai mudar o que sinto — resmunguei. — Só pare de tentar derrubá-la o tempo todo e a sua cabeça vai parar de doer.

Ele abriu as pernas em uma pose relaxada. Eu me peguei observando o corpo másculo, os braços fortes, a mandíbula marcada.

— Você não tinha dito... — comecei.

Ele puxou minha cabeça e me deu um beijo faminto.

— Você vai ficar por cima, ditando o ritmo. Não vai doer tanto.

Eu já sabia que ele mentia nesses momentos. Sempre que lançava a isca do prazer, eu mordia ; e a dor vinha junto.

Abaixei a calça até os joelhos e comecei a sentar devagar; a sensação de queimar começou. Ele passou a mão pela minha barriga e deslizou até o clitóris, apertando e soltando. A outra mão enfiou-se por baixo da minha blusa, apertou o mamilo e o massageou de cima para baixo, numa sensação maravilhosa. Felipe beijava meu pescoço e murmurava:

— Desce mais um pouco; rebola essa bunda gostosa para mim.

De algum modo cada pedido dele era uma ordem que meu corpo anseava obedecer. Cheguei à metade e meu corpo travou; choraminguei.

Não consigo.

— Consegue sim. Você já me deu tudo outras vezes, carinho, por favor.

Ele apertou com força o mamilo, me distraindo, enquanto o outro braço passou pela minha cintura e me empurrou para baixo, fazendo com que eu recebesse tudo de uma vez.

— Desgraçado, mentiroso. — sussurrei entre lágrimas e prazer.

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