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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 197

Liliane

No intervalo da tarde, as professoras tomavam seu café. Eu tinha uma xícara numa mão e um biscoito com gotas de chocolate na outra.

— Liliane?

— Pela deusa, Lili, você vive com a cabeça na lua desde que conheceu o demônio.

Alguém reclamou.

— Já falei para vocês que ele tem nome — suspirei, cansada de repetir — e não é tão ruim quando você o conhece de perto.

Sentei-me à mesa com elas, desistindo dos meus pensamentos solitários.

— Vocês pararam de tentar me convencer a me afastar dele.— saboreio meu biscoito que ficou realmente magnífico —Então vou perdoar vocês por ainda o chamarem de demônio. Do que estavam falando?

Perguntei, ciente de que, quando começam a me chamar de Lili com aquele ar de inocentes, querem que eu traga alguma comida especial.

— Nos colocaram amanhã para uma capacitação dos professores. Bem que você poderia nos trazer aquela torta de carne divina que você faz, pra nos animar?

Eu até queria brigar, mas quando minha amiga faz a cara de pedinte, esqueço. Elas, na verdade, só vêm tentando me proteger e me ajudar desde que cheguei à escola.

— Parem de explorar nossa futura Luna — ralhou outra. — E parem de chamá-lo de demônio na frente dela; querem ser chicoteadas pelos anciãos?

A cor do meu rosto provavelmente sumiu. Senti um frio e uma náusea que atravessou meu estômago.

— Eu não sou a futura Luna. E se o Alfa Aquiles chicoteou alguém, deve ter sido por um motivo.

Ela engoliu o biscoito com dificuldade.

— Primeiro: eu nunca o vi sair com outra fêmea. Segundo: baseado em quê você acha que os anciãos mereceram?

Quase me engasguei.

— Eu... apenas sei — disse, quase em sussurro. Elas são irritantes, mas têm um ponto: realmente não sei nada sobre ele.

O silêncio ficou constrangedor por um momento. Até que não resistiram; olharam-se e gargalharam sem parar.

— Hum... você está encrencada, não é? — uma delas falou.

— Completamente apaixonada! — a outra imitou o rosto da dona Florinda, do seriado Chaves, batendo as pestanas

apaixonadamente.

— Vocês estão rindo de mim? — falei, chocada. Uma estava vermelha; a outra ria até quase chorar.

— Amanhã não tem torta. Vou passar o final de semana com o Aquiles, no casamento do irmão dele — soltei a bomba já me levantando e dando passos apressados. Suponho que elas têm direito à própria opinião; eu, ao direito de deixá-las se contorcendo curiosas.

— Ei! Volta aqui! — gritou uma.

— Serei amiga de uma Luna! Uhuuuuuu! — Pela deusa Selene.

Desci do carro, me organizei rapidinho e peguei a mala. Eu tinha vindo para a alcateia no jato deles; ainda assim, fiquei nervosa — era uma experiência e tanto. Quando voltei, ele estava de pé, encostado no carro, mexendo no celular. Olhando assim, parecia um daqueles executivos bilionários que vemos nas séries. O terno não escondia seu porte físico. Ele ergueu o olhar e o semblante mudou para algo maroto; fui pega a admirá-lo outra vez.

— Culpada! — ele riu, me dando um abraço de urso e pequenos beijos nos lábios.

Seguimos para o aeroporto e pegamos o jatinho lá. A poltrona confortável e o clima tranquilo começaram a me fazer bocejar.

— Você pode deitar na cabine — ele apontou para uma pequena porta atrás de nós. — Te acordo quando pousarmos; tenho alguns documentos para olhar no caminho.

— Obrigada.

Deitei na cama confortável. Passei a noite em claro, ansiosa por estar de frente com toda a família do Aquiles. Se minha mãe e minha irmã estivessem por perto, teriam me ajudado a escolher os acessórios; pedir às minhas amigas estava fora de questão. Eu não estou preparada para ser alvejada com as perguntas delas.

Senti algo quente e úmido entre as minhas pernas; a sensação me levou a arquear o corpo, pedindo mais. Segurei a cabeça de Aquiles, guiando-o ao ponto mais sensível do meu corpo. Ele abaixou e passou a língua em toda a minha entrada, então me penetrou com a língua — deliciosa.

— Pare... não lamba aí — falei encabulada, mas desejando mais.

Senti meu ombro balançar.

— Liliane!

Abri os olhos e dei de cara com o Aquiles real. Droga — outro sonho. Impulsionada pelo desejo que eu sentira, segurei sua mão e me lancei a beijar sua boca. Ele atendeu ferozmente; parecia até que sabia o que eu estava sonhando com ele.

— Onde eu estava lambendo no seu sonho? — meu coração disparou ao lembrar.

— Terá que descobrir sozinho.

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