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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 165

Artemísia

Quando um lobisomem com quase dois metros de altura, claramente treinado para batalhas, te encara de perto, é impossível não tremer.

Quando Aquiles e Aerin se afastam, tento me recompor do primeiro choque.

— Vamos entrar? — faço um gesto com a mão, indicando a entrada.

Ele me segue em silêncio. Meu avô está no escritório, então sigo direto para o meu quarto e tranco a porta assim que ele entra. Resolvo ser direta.

— Felipe… sem esse negócio todo de contrato. O que você espera de mim?

Por alguns segundos, achei que ele não tivesse ouvido. Estava prestes a repetir quando ele finalmente falou:

— Tenho vinte e oito anos, Artemísia. Você sabe muito bem o que eu quero.

— Seja específico, por favor.

— Quero manter minha alcatéia e minha família seguras. Para isso, preciso ficar casado um ano com você, como estipula o contrato. Nesse período, você será apenas minha. Não quero você me envergonhando, descendo pelos ares agarrada a outro macho. Não sou exigente.

— Posso cumprir isso.

— Então estamos de acordo. Quando quer marcar a cerimônia de posse como Luna?

Presunçoso.

— Não vai me perguntar o que eu espero de você, Felipe?

Estreito os olhos.

— O que todas as fêmeas querem: proteção e fidelidade, minha Luna.

Seu corpo muda de postura. Já não parece zangado.

— Quero ser Luna da Matilha do Sul, não de Garras de Gelo.

— Gustavo iria. Seu avô seria obrigado a cumprir o que assinou. E quando eu desmembrasse metade dos seus lobos, ainda assim te teria na minha cama. Então, Luna… vai ser do jeito fácil ou do difícil?

Engulo em seco. Tento me soltar, mas ele entrelaça as mãos atrás das minhas costas, colando meu corpo ao dele. Seu cheiro forte e agradável me envolve.

— Adrian achou sua companheira. Depois da união dele, teremos a nossa. Até lá, decidimos isso, Felipe.

Ele tem um brilho divertido nos olhos que me irrita.

— Certo. Depois da união de Adrian será a nossa. E não há mais nada a decidir, "MINHA. LUNA".

Ele me aperta contra si e me dá um beijo rápido. Me assusto e enrijeço. O segundo beijo dura mais. O terceiro é, de fato, um beijo de verdade. Decido corresponder, também quero testar essas águas, saber se somos compatíveis.

E não leva muito tempo para perceber que, nesse quesito, funcionaríamos bem.

Ele se afasta devagar. Meu corpo sente a perda, e um sorriso se insinuando no canto dos lábios dele confirma que percebeu.

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