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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 162

Vanessa Bragança

O beijo dele foi tão faminto que minhas pernas bambearam. Suas mãos apertaram minha cintura e começaram a se mover com firmeza pelo meu corpo. Adrian é um amante exigente; seus dedos já abriam os botões da minha blusa com uma velocidade impressionante, sem me dar chance de negar o que ele queria, aqui e agora.

Envolvi minhas mãos em seu pescoço e me agarrei a ele, sentindo a protuberância sob sua calça me provocar. Ele massageou um seio, abaixou-se e o sugou com avidez. Mordi os lábios para não gemer. Depois fez o mesmo com o outro, enquanto sua mão descia lentamente até subir pela minha coxa, por baixo da saia. Afastou minha calcinha para o lado e introduziu dois dedos, no movimento exato. Meu corpo respondeu rápido demais. Um orgasmo me atingiu de surpresa, a respiração irregular e o coração acelerado. Meu olhar encontrou o dele quando levou os dedos à boca e os sugou.

De repente, ele abaixou minha saia e começou a abotoar os botões da minha blusa.

Olhei para ele, trêmula, sem entender. Adrian me abraçou, e foi nesse instante que meu pai apareceu à porta.

— Achei vocês.

O quão sensível era o ouvido dele, afinal? Meu pai era um homem treinado, silencioso por natureza.

— Estava organizando os presentes. Precisa de algo? — perguntei.

O sorriso dele se alargou em um segundo. Adrian continuava abraçado comigo, enquanto o volume em sua calça diminuía aos poucos.

— Deixei tudo aí. Não sabia se você ia devolver, doar… ou tacar fogo.

— Vou ficar com eles, pai. Decidi prosseguir com o casamento.

— Como assim?

Ele passou a mão pelos cabelos, visivelmente interessado.

— Adrian será meu noivo.

— O quê?!

Seus olhos abriram e sua boca formou um perfeito "o".

Liliane

Peguei minha panelinha e uma colher de madeira. Despejei os ingredientes e comecei a misturar o brigadeiro em fogo baixo. Enquanto mexia, minha mente insistia em voltar àquele guerreiro alto e absurdamente bem constituído. Chamavam-no de Demônio do Gelo, mas nos seus olhos azuis eu só havia visto respeito… e timidez.

As tatuagens tribais em seus braços chamavam atenção. Tenho certeza de que se estendiam até o peito. Aqueles braços fortes poderiam me erguer com facilidade.

— Ei! — murmurei, percebendo que o brigadeiro quase passava do ponto. — Estou ficando louca.

Alfas não olham para ômegas.

Preparei um balde de pipoca, pronta para maratonar minha série favorita. Me joguei no sofá, liguei a TV e apaguei a luz.

— Está dizendo que meu filho está mentindo? — ele rebateu. — Ele chegou em casa aos prantos, dizendo que foi humilhado diante da classe. É assim que se educa um filhote?

— Seu filho acredita que força física resolve tudo. Jogou um pote cheio de lápis em mim e obrigou um filhote ômega a fazer polichinelos.

— Mentirosa! — rosnou. — Exijo que peça desculpas ao meu filho diante da turma.

A voz de Alfa tentou me intimidar. Por um instante senti vontade de me encolher, mas mantive a postura. Ele não era meu Alfa.

— Agora entendo de onde vem o comportamento de Castiel. O senhor também deveria frequentar uma escola de boas maneiras.

Ele se levantou abruptamente.

— Posso provar o que digo, Supremo Alfa Godric. O guerreiro Aquiles me ajudou. Pergunte a ele.

— Aquiles te ajudou com um filhote? — Godric arqueou uma sobrancelha. — Sentem-se. Vou chamá-lo.

Quando Aquiles abriu a porta, o pai de Castiel empalideceu.

Nunca tinha visto um Alfa perder a cor tão rápido.

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