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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 160

Adrian

Uma mulher foi trazida à minha presença, amarrada, com uma mordaça na boca.

— Vou explicar o que eu quero. Se a sua resposta for boa, você sai daqui viva. Entendeu?

Ela balançou a cabeça em concordância. Retirei a corda que servia de mordaça.

— Quem exatamente trabalhava com Gabriel? E tudo o que souber sobre ele.

— Eu… eu não sei do que está falando…me deixem ir embora, por favor.

Seu rosto tinha um caminho de lágrimas. Ainda assim: Ela mentia.

Eu poderia arrancar a verdade do meu jeito; seria muito mais rápido. Mas, primeiro, se eu fizesse isso, não poderia entregá-la a mais ninguém. Sobraria pedaços. Segundo, daria a mulher de presente ao meu sogro. O homem merecia sua vingança, e eu ainda provaria minha competência.

— Façam a passarinha cantar do jeito humano — ordenei. — Depois, entreguem-na ao pai da Vanessa. Digam que foi um presente meu.

Saí de lá e voltei à casa da Vanessa a tempo do jantar. Não queria parecer irresponsável com horários diante do meu sogro. Além disso, Vanessa já perdeu a mãe, me questiono afastar ela do seu pai também, preciso que ele me aceite para manter minha fêmea feliz.

Durante o jantar, o pai de Vanessa já me olhava de forma diferente. Eu sabia que havia recebido o presente. Levantei o olhar e ele me deu um leve aceno afirmativo.

— Vanessa, algumas amigas suas ligaram preocupadas. Agora que voltou, por que não ligou o celular, filha?

Droga! Vou dividir minha fêmea com uma dúzia de amigas.

Vanessa me lançou um olhar que, para todos, parecia normal; para mim, soava claramente como: eu te disse.

— Ainda estou digerindo algumas coisas, pai. Não quero conversar sobre amenidades agora. Só mais alguns dias, está bem?

Vi o pai dela segurar a mão da filha. Controlei meu lobo, que tinha vontade de arrancá-la dali.

Ela me olhou, arqueando uma sobrancelha, desconfiada.

— O beta de garras de gelo está no Sul.

Ela congelou. A respiração travou e depois foi solta de uma vez.

— Temi?— ela ficou pálida.

— Está tudo bem. Esse dia ia chegar, afinal, não é?

Eu não sei, se ela estava me consola do outro a si própria.

— Sim, mas lembre-se: você é minha irmã. Se ele te machucar, me procure, te dou abrigo e arranco o coração dele. Está bem?

Temi me abraçou forte, como quando éramos meninos. Meu coração doeu. Eu sabia o que ela enfrentaria — o mesmo que nossa mãe. E as histórias não eram animadoras: uma ferida de batalha dói bem menos do que um coração partido.

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