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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 156

Artemísia

Minha cunhada duvidando da minha capacidade de defendê-la — que audácia.

Liguei e avisei Adrian; ele ficou furioso ao saber que alguém estava vigiando a intimidade da sua fêmea. Depois liguei para Aquiles.

— Fala, Temi — atendeu Aquiles.

— Me faz um favorzinho... — pedi.

— Se for para você fazer o Beta de bobo de novo, não. — ele me cortou.

— Você é meu irmão; deveria estar mais preocupado com meu bem-estar. Mas não é disso que se trata. Preciso que ajude o vô. Eu estava digitalizando uns contratos para ele e não quero pessoas de fora bisbilhotando.

— Tá certo. Amanhã eu passo lá. Você se safou de novo; não pense que eu não percebi o Adrian te dando cobertura.

— Na verdade, eu pedi um favor a ele — admiti — e vou querer outro seu: conhecer o Beta. Não quero vê-lo numa reunião lotada de anciãos; quero conhecê-lo na matilha do Norte e vou precisar da sua ajuda.

— Artemísia, por Selene, isso não vai dar certo. Vocês são um contrato; precisam de apresentação formal. De acordo com as regras das Garras de Gelo, a primeira vez deve ser testemunhada.

— Eu já sei todas as regras. Vai me ajudar ou não?

Houve um silêncio desconfortável.

— Vou — respondeu Aquiles, seu tom firme, eu sei que ele cumprirá meus irmãos tem palavra confiável.

— Obrigada, Aquiles — falei, aliviada.

Meu coração acelerando em expectativa.

Agora é oficial: não tenho mais como fugir do meu destino com Felipe.

Adrian

Assim que Temi ligou e me disse que acompanhavam de perto os movimentos na casa, preparei uma mala e me pus na estrada para pegar meu jato. Deixei Ajax meu Beta no comando e Aquiles como reforço caso alguma coisa saísse do controle.

A expectativa aumentava a cada minuto. Preparei uma tábua de frios, um bom vinho e reservei uma suíte de casal. Depois de um banho demorado na banheira, envolta nos meus óleos preferidos, fiquei diante do espelho escolhendo a lingerie.

Hesitei entre um espartilho branco, delicado, de renda, e um conjunto vermelho de couro, adornado com correntes. Optei pelo couro vermelho.

Quando Adrian me viu, tive certeza de que entendeu minhas intenções. Ele permaneceu em silêncio, atento, disposto a assistir ao espetáculo. Eu havia treinado pole dance — inclusive instalara uma barra giratória no quarto.

No ritmo da música, comecei tirando o casaco, revelando a lingerie. Caminhei até a barra, deslizei a mão pelo metal, alisei a coxa e dei um tapa firme na própria bunda. Em seguida, executei os giros, despindo-me aos poucos, lançando as peças na direção dele. Ao final da música, desci da barra abrindo as pernas, consciente do efeito que causava.

Amei o olhar de Adrian sobre mim.

Ele aplaudiu, depois me ergueu pela cintura.

— Agora vou foder você segurando nessa barra, gostosa.

Obedeci, segurando firme e empinando o corpo. Recebi uma palmada na bunda e senti seu membro grosso me esticar, enquanto uma de suas mãos massageava meus seios e a outra apertava minha cintura com força. Seus gemidos ecoavam perto do meu ouvido, sua possessividade necessidade, fazendo-me sentir a mulher mais desejada do mundo.

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