Artemísia
Minha cunhada duvidando da minha capacidade de defendê-la — que audácia.
Liguei e avisei Adrian; ele ficou furioso ao saber que alguém estava vigiando a intimidade da sua fêmea. Depois liguei para Aquiles.
— Fala, Temi — atendeu Aquiles.
— Me faz um favorzinho... — pedi.
— Se for para você fazer o Beta de bobo de novo, não. — ele me cortou.
— Você é meu irmão; deveria estar mais preocupado com meu bem-estar. Mas não é disso que se trata. Preciso que ajude o vô. Eu estava digitalizando uns contratos para ele e não quero pessoas de fora bisbilhotando.
— Tá certo. Amanhã eu passo lá. Você se safou de novo; não pense que eu não percebi o Adrian te dando cobertura.
— Na verdade, eu pedi um favor a ele — admiti — e vou querer outro seu: conhecer o Beta. Não quero vê-lo numa reunião lotada de anciãos; quero conhecê-lo na matilha do Norte e vou precisar da sua ajuda.
— Artemísia, por Selene, isso não vai dar certo. Vocês são um contrato; precisam de apresentação formal. De acordo com as regras das Garras de Gelo, a primeira vez deve ser testemunhada.
— Eu já sei todas as regras. Vai me ajudar ou não?
Houve um silêncio desconfortável.
— Vou — respondeu Aquiles, seu tom firme, eu sei que ele cumprirá meus irmãos tem palavra confiável.
— Obrigada, Aquiles — falei, aliviada.
Meu coração acelerando em expectativa.
Agora é oficial: não tenho mais como fugir do meu destino com Felipe.
Adrian
Assim que Temi ligou e me disse que acompanhavam de perto os movimentos na casa, preparei uma mala e me pus na estrada para pegar meu jato. Deixei Ajax meu Beta no comando e Aquiles como reforço caso alguma coisa saísse do controle.
A expectativa aumentava a cada minuto. Preparei uma tábua de frios, um bom vinho e reservei uma suíte de casal. Depois de um banho demorado na banheira, envolta nos meus óleos preferidos, fiquei diante do espelho escolhendo a lingerie.
Hesitei entre um espartilho branco, delicado, de renda, e um conjunto vermelho de couro, adornado com correntes. Optei pelo couro vermelho.
Quando Adrian me viu, tive certeza de que entendeu minhas intenções. Ele permaneceu em silêncio, atento, disposto a assistir ao espetáculo. Eu havia treinado pole dance — inclusive instalara uma barra giratória no quarto.
No ritmo da música, comecei tirando o casaco, revelando a lingerie. Caminhei até a barra, deslizei a mão pelo metal, alisei a coxa e dei um tapa firme na própria bunda. Em seguida, executei os giros, despindo-me aos poucos, lançando as peças na direção dele. Ao final da música, desci da barra abrindo as pernas, consciente do efeito que causava.
Amei o olhar de Adrian sobre mim.
Ele aplaudiu, depois me ergueu pela cintura.
— Agora vou foder você segurando nessa barra, gostosa.
Obedeci, segurando firme e empinando o corpo. Recebi uma palmada na bunda e senti seu membro grosso me esticar, enquanto uma de suas mãos massageava meus seios e a outra apertava minha cintura com força. Seus gemidos ecoavam perto do meu ouvido, sua possessividade necessidade, fazendo-me sentir a mulher mais desejada do mundo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...