Justin segurou o tornozelo de Danielle e aplicou remédio em seu ferimento com cuidado.
Danielle estava tão nervosa que nem ousava beber a sopa.
Aquilo era assustador demais.
A atitude de Justin em relação a ela mudara tanto que ela não conseguia processar.
"Justin... o que aconteceu ontem à noite realmente não foi intencional. Eu não estava tentando te seduzir. Mas você bebeu o vinho que Savannah te deu, e eu sei que tenho parte da responsabilidade nisso. Admito que errei. Você pode me punir da forma que quiser..."
Ela o observou, ansiosa.
O olhar de Justin era profundo e indecifrável. Com uma risada fria, ele disse: "Admitir a culpa e aceitar a punição? Pelo menos sua atitude está correta."
Danielle assentiu depressa.
Ela não tinha escolha senão se comportar agora. Estava vivendo sob o teto de outra pessoa. Já não era mais a herdeira orgulhosa de antes.
"A nora de Betty acabou de ter um bebê. Ela vai ficar em casa ajudando a cuidar da criança durante o próximo ano. Você vai ocupar o lugar dela. Cozinhar, limpar..." Justin ergueu o queixo de Danielle com uma das mãos. Fez uma pausa. "E dormir comigo."
A respiração de Danielle falhou.
Dormir com ele?<\/i>
Ele não devia ser do tipo disciplinado, intocável?<\/i>
Ele não devia me odiar?<\/i>
Seu coração disparou. Em sua cabeça, imaginou que Justin achava que aquela era a pior punição possível para ela. Humilhá-la, esmagar seu orgulho e tratá-la como um brinquedo.
Mas, para Danielle... aquilo não era punição nenhuma. Era como ganhar na loteria.
Ela abaixou a cabeça, tentando esconder a excitação enquanto as orelhas ficavam vermelhas.
Justin era absurdamente bonito, e seu corpo era injustamente perfeito.
Quem estava realmente saindo no lucro ali?
Ela não se sentia humilhada nem um pouco. Se fosse sincera, sentia até uma pontinha de animação.
"Isso... não parece apropriado", Danielle disse com honestidade. "Sobre a parte de dormirmos juntos... talvez você devesse pensar melhor?"
"O quê?" Justin zombou. "Você não quer?"
Danielle balançou a cabeça tão rápido que chegou a ser cômico. "Não, não! Eu quero. Quero mesmo."
E falava de coração.
No passado, ela tentara todos os truques que conseguira imaginar e, ainda assim, não o conquistara. Agora ele praticamente estava se oferecendo a ela. Como poderia recusar?

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