Denton bateu com força na mesa, fazendo o café voar e respingar no chão.
Os seguranças de Savannah entraram às pressas, mas ela ergueu a mão, sorrindo, e os dispensou com um gesto.
— Savannah, me diga: se eu tentar te matar agora, será que seus seguranças chegariam a tempo para te proteger? — Denton segurava um caco de vidro, a voz baixa e ameaçadora.
— Denton, sua vida está só começando. Vale mesmo a pena jogá-la fora por minha causa? — Savannah parecia absolutamente confiante de que Denton não teria coragem de ir tão longe.
— Além disso, foi você quem escolheu a Lily e entrou nesse relacionamento. Eu não te forcei. Você era jovem, impulsivo, fácil de seduzir. Não pode me culpar por isso. Só usei isso como vantagem. — Ela fez um gesto em direção ao contrato. — Assine e continuará sendo genro dos Gills. Mesmo sem o Lincoln Group, sua vida não será ruim, será?
O rosto de Denton ficou vermelho de raiva. Ele era jovem e sabia que tinha caído direitinho na armadilha dela. Mesmo que Savannah não tivesse planejado tudo, ele estava furioso. Seu corpo inteiro tremia.
Tudo o que havia de feio na natureza humana se revelava em Savannah, à vista de todos.
— Assine o acordo, transfira as ações e eu prometo que seu segredo estará seguro. — Savannah sorriu, pressionando-o mais uma vez.
— Matar o próprio pai é caminho certo para o inferno — retrucou Denton, sentando-se e assinando a transferência. — É bom que cumpra sua palavra. Se algo vazar, te processo por chantagem.
Ele balançou o celular para Savannah. — Gravei tudo o que aconteceu hoje. Se você abrir a boca, vou direto à polícia.
Savannah semicerrrou os olhos, sem surpresa ao ver que Denton tinha uma carta na manga. Se não tivesse, ela desconfiaria.
Ela apenas sorriu e assentiu. — Fique tranquilo, sei como as coisas funcionam.
Denton bufou, levantou-se e lançou um olhar frio para os seguranças ao sair.
Eles queriam impedi-lo, mas Savannah os conteve.
Savannah olhou para a transferência assinada, sorrindo satisfeita.
Tão jovem, e já havia se tornado a verdadeira comandante do Lincoln Group.
Sentiu orgulho. Aquilo que seu pai passou a vida inteira tramando, ela conquistara quase sem esforço.
Depois de um longo momento, levantou-se e ligou para Mister.
— Mister, os papéis estão assinados. O Lincoln Group fará uma reunião do conselho hoje à tarde e eu oficialmente estarei no comando — disse Savannah, transbordando de orgulho.
— Fique atenta e não se deixe levar pelo sucesso — advertiu Mister.
Mas Savannah já estava perdida em sua própria sensação de vitória.
— Para a reunião do conselho, vou mandar alguém meu. Ele será o CEO — instruiu Mister.
O rosto de Savannah desabou na hora, a voz cheia de protesto. — Mister! Eu lutei tanto pelo Lincoln Group. Não confia em mim? Por que tenho que abrir mão do cargo de CEO?

Por quê? Por que ainda estou sob o controle de alguém, mesmo tendo chegado tão longe? Se Mister não tivesse tanta coisa contra mim, eu nunca estaria tão impotente.<\/i>
— Não... — Savannah apertou o celular. Não posso deixar Mister me controlar para sempre.<\/i>
Ela não podia permitir que Mister segurasse suas rédeas por toda a vida.
Precisava encontrar um jeito de se livrar dele.
Respirou fundo, recompôs-se e ligou para Adriana.
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