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Herdeiro Oculto: O Arrependimento do Bilionário romance Capítulo 304

Ao ouvir suas palavras, o coração de Isabela disparou, e ela cerrou os dentes e ameaçou: "Não diga bobagens."

"Onde está a conversa?"

Muito melhor. Maison achou que ela era como uma casca de ovo de louva-a-deus com as penas eriçadas, extremamente divertida — muito melhor do que a expressão apática que ela tinha quando se conheceram depois de voltar para Cabralia.

*Ela é cheia de vitalidade.*

"Já que vamos limpar, como podemos deixar de limpar as bordas e os cantos?"

Isabela suspirou baixinho e jogou a toalha nele. "Maison, por favor, não faça parecer tão sério um assunto tão trivial."

Cada esquina.

Ela lembrou que, durante a graduação, a frase que mais ouvia ao revisar para as provas era: "Não ignore nenhum conhecimento, por menor que seja, mesmo aquele escondido nos cantos do livro."

"Você pode dizer isso sem estar falando sério?"

Isabela o ignorou, pegou suas roupas, entrou no banheiro e disse: "Não se preocupe em se limpar."

Maison soltou uma risada silenciosa e abafada.

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Depois de lavar a louça, já era bastante tarde — e ainda mais tarde quando chegou em casa.

Isabela não queria perturbar o descanso de Johan e ainda não havia encontrado uma maneira de se desculpar. Depois de refletir um pouco, ela decidiu visitá-lo pessoalmente após retornar a Cabralia, levando presentes para expressar sua gratidão.

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Em seu leito hospitalar, Maison segurava o celular, aparentemente fazendo uma ligação.

"Certo, entreguem as testemunhas à polícia amanhã de manhã, sem avisá-las."

A pessoa do outro lado da linha pareceu dizer algo mais, e então a resposta de Maison fez Isabela pular de susto.

"Eu mesmo cuidarei disso na próxima semana."

Ela ignorou a chamada em andamento e correu até lá, confrontando Maison diretamente: "O que você quer dizer com 'pessoalmente'? Tem outros países para visitar na lista?"

Maison simplesmente olhou para ela.

Isabela sabia que aquele olhar geralmente significava aquiescência.

De repente, ela elevou a voz: "Você não sabe que não se pode voar com um ferimento? A pressão interna e externa vai fazer com que a ferida se abra ainda mais. Maison, você está brincando comigo?"

Maison pediu aos seus subordinados para esperarem alguns minutos, apertou o botão de silenciar e olhou em volta.

"Eu não disse pegar um avião."

"Em que você está pensando ir, então?"

"De carro, claro..."

Perigo. Isabela hesitou por alguns segundos: "Isso também não vai funcionar. Viajar lesionado, ainda mais numa viagem longa de carro — vai ter vento, vai cansar."

Ao perceber que ela estava genuinamente preocupada, Maison estendeu a mão por baixo das cobertas e acariciou suavemente o dorso da mão dela para conforta.

"Nem mesmo de van."

Viajar de carro de Portilo de volta a Cabralia, passando por vários países, levaria dias inteiros sem contar as paradas para descanso. O que poderia estar deixando-o tão ansioso para voltar para casa?

"Se você precisar lidar com o caso de Marco Paulo, pode pedir para outra pessoa fazer isso por você. Não precisa ir pessoalmente."

"O caso de Marco Paulo é secundário."

Maison estava determinado a fazê-la ceder. Estendeu o dedo indicador e roçou levemente a mão de Isabela, esfregando-o para frente e para trás quase imperceptivelmente.

"Você é a chefe."

Isabela sentiu cócegas no couro cabeludo e afastou a mão dele com um tapa.

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