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Grávida e presa, ela voltou para se vingar romance Capítulo 690

Naquela época, quando Tess saiu da prisão, foi aquela mesma sensação de estranheza.

— Eu sou diferente dela.

Max ainda não havia se recuperado, mas a voz de Nadine ecoou em seus ouvidos.

— Ah, é?

Ele puxou seus pensamentos de volta, olhando para Nadine com interesse.

Nadine ergueu levemente o queixo, como se enxergasse através do que Max acabara de pensar.

— Claro que você é diferente. Não dá para comparar com ela.

Max soltou um riso baixo e irônico.

A expressão de Nadine não mudou, mas seus dedos apertaram com mais força a xícara de café.

O olhar dele pousou, provocativo, sobre a mão dela. — Não vai esmagar a xícara.

Nadine piscou, como se despertasse de um sonho, e imediatamente afrouxou o aperto.

— Hahaha.

Max jogou a cabeça para trás numa risada clara e despreocupada, mas em seus olhos havia o brilho familiar do desprezo de Nadine.

— Nadine, achei que talvez você tivesse amadurecido um pouco.

Seus olhos eram provocativos, meio sorrindo.

Nadine forçou a calma. — Não vou mais me comparar com ela.

Enquanto falava, seu peito subia e descia, e a expressão decidida em seu rosto parecia um voto silencioso.

Max arqueou uma sobrancelha, sem dar muita importância. — Espero que sim.

— Diga, o que você quer de mim hoje?

Ele lançou um olhar de soslaio e observou enquanto ela se recompunha, colocando sobre a mesa um pequeno frasco vazio, menor que um dedo mindinho.

Max franziu a testa. — O que é isso?

— Para mostrar sinceridade, vou te contar um segredo.

Nadine ergueu o olhar, fixando os olhos nos de Max.

Max franziu ainda mais a testa, levando-a a sério.

Então, Nadine começou a explicar:

— Isso foi algo que a empregada quebrou no apartamento há algum tempo. Era usado pela Shannon.

— Percebi que o humor e o comportamento da Shannon estavam estranhos ultimamente, então investiguei isso.

Ela apertou os lábios de propósito, fazendo uma breve pausa.

— Não brinque comigo. O que você descobriu?

Max tamborilou na mesa, incentivando-a a continuar.

— Contém um tipo de droga psicoativa, capaz de causar alucinações e agitação. Ela quase não interage com ninguém no apartamento, mas o fato de ter preparado isso significa que já tinha um alvo em mente.

Max relaxou um pouco, recostando-se com preguiça, como de costume.

— O amor pode se desgastar com o tempo e a decepção.

Nadine semicerrrou os olhos, pensativa.

— Consigo sentir o quanto Henry negligencia Shannon agora. Ela deve perceber isso melhor do que eu.

— Mas isso ainda não justifica ela mirar no Henry, não é?

Max perguntou, com o olhar incisivo.

— Se fosse você, por que dividiria sua fortuna com alguém que não se importa com você? E ainda depender de seus humores?

Nadine rebateu, os olhos brilhando.

Max franziu a testa, refletindo. De certo modo, fazia sentido.

— Então, por que está me contando isso? Você sabe que trabalho com você e o Henry, e não me interesso pelos assuntos particulares deles.

Ele ergueu o queixo, expressão fria.

— Justamente por isso importa!

Nadine se aproximou. — Henry e Shannon brigando cria uma oportunidade para nós, não é? E ver dois apaixonados de infância se voltando um contra o outro já é um espetáculo por si só.

O olhar de Max prendeu-se ao dela, o ar entre eles quase faiscando.

Depois de um longo momento, Max soltou uma risada leve, rompendo o silêncio.

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