— Então, você é... Tess Ember, certo?
Ela se aproximou, fitando Tess nos olhos e sorrindo.
Tess percebeu algo por trás daquele sorriso, mas, por ser a mãe de Abel, manteve a polidez. — Sim. A senhora deve ser a mãe do Sr. Shaw. Ouvi muito falar da senhora.
Ela assentiu levemente.
Miranda ergueu o queixo, como se o respeito fosse um direito seu.
Violet observava em silêncio, notando cada pequeno gesto e franzindo levemente a testa.
— Não imaginei que você viria desta vez, então não pedi para prepararem um quarto de hóspedes. Por que não vai descansar em um hotel aqui perto?
Seus olhos se curvaram de maneira gentil, e ela parecia amável o suficiente, mas as palavras deixaram Tess completamente confusa.
— Mãe, a Tess não vai ficar conosco. Ela vai para a Mansão Larson.
Abel percebeu que a mãe queria dificultar as coisas para Tess e se colocou à frente dela.
Quando Miranda ouviu isso, seu rosto ficou frio. — Abel, sei que você pode ser teimoso, mas não pode arrastar a Srta. Larson para os seus problemas!
O tom era duro, e ela olhou para Tess com um desprezo evidente.
— Uááá!
O grito repentino fez Layla, sonolenta nos braços de Tess, começar a chorar alto.
Miranda ficou paralisada. Olhou para os braços de Tess e notou o bebê aconchegado sob um casaco grosso, o cotovelo levemente dobrado.
De onde saiu essa criança?
Seus olhos se arregalaram.
É do Finn?
Essa mulher realmente trouxe aqui o filho dela com Finn? O que ela está tramando?
Em poucos segundos, a imaginação de Miranda foi longe. Ela visualizou Tess como uma mulher calculista, subindo degrau por degrau na escada social.
— Mãe, a Tess faz parte dos Larson. É normal ela ir com a Sra. Larson — disse Abel.
Ele franziu a testa, tentando afastar a suspeita que já se formava na mente de Miranda.
Mas Miranda só sentiu a raiva crescer. Ver o filho, sempre um pouco travesso, mas obediente, retrucar em público quase a fez perder o controle.
— Abel, venha para casa comigo!
Ela o encarou como se desse um aviso: se ele dissesse não, o laço entre mãe e filho poderia se romper.
Abel tentou explicar, mas ela não queria ouvir.
Na cabeça dela, ele tinha perdido o juízo — apaixonado por uma mulher divorciada e com filho! E ainda com o tio envolvido.
— Mãe! Eu não quero! — gritou.
Mas Miranda o ignorou completamente. Nem se importou que Demi ainda estivesse do lado de fora. Ordenou ao motorista:
— Vamos! Leve-nos para casa!
— Senhora, a Srta. Shaw ainda está...
— Eu disse para ir!
Miranda não tinha mais paciência. Lançou um olhar cortante ao motorista.
Ele não ousou dizer mais nada e imediatamente ligou o carro.
A poucos passos dali, Demi observou o carro se afastar. Apertou as mãos com força sob as mangas.
Mas logo se recompôs, escondendo qualquer emoção que pudesse ter transparecido, e se virou lentamente para Tess.
Tess franziu a testa, ainda olhando para o carro que sumia, mas o olhar intenso de Demi a fez voltar ao presente.
— Tess, você não deveria ter vindo para Kingsland.
Demi balançou a cabeça, fingindo preocupação, com um leve toque de falsa simpatia nos olhos.
— E você realmente não deveria ter trazido a criança com você.

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