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Grávida e presa, ela voltou para se vingar romance Capítulo 677

Max deu uma risada seca e puxou o canto da boca.

Vendo que ele estava prestes a perder a paciência, Nadine se apressou em dizer:

— Eu vou te ajudar — mesmo que eu tenha que ir contra o meu pai.

Os olhos semicerrados de Max se abriram novamente, um brilho de interesse surgindo ali.

— E por que eu deveria confiar em você? Se Henry sair por cima, você é filha dele. Aproveitar o luxo e uma vida cheia de regalias seria fácil pra você. Não acredito que você seria tola o suficiente para jogar fora uma vida de riqueza só para se vingar da Tess. Você sabe melhor do que eu o quanto os Larsons são poderosos em toda Crorus. Quando você se tornar a herdeira deles, até o Finn, aquele cara que você nunca conseguiu alcançar, vai basicamente estar aos seus pés.

Ele arqueou a sobrancelha para ela, os olhos brilhando com uma tentação clara.

Mas Nadine não reagiu. Nem sequer piscou. Era como se nenhuma palavra dele a tocasse.

Max ficou um pouco surpreso.

— Por que não? Se uma vida tão boa e um futuro tão brilhante fossem oferecidos a mim, é claro que eu agarraria.

Nadine riu, mas o som era cortante e irônico.

Max captou o significado oculto.

— O que você quer dizer?

— Henry está planejando fugir para o exterior com Shannon e aquele filho ilegítimo. Eles nunca planejaram me levar junto.

Nadine riu de novo, mas seus olhos cintilavam com pequenas faíscas doloridas. Ela parecia alguém à beira do desespero.

Max congelou por um instante.

Não era de se admirar.

Não era de se admirar que ela tivesse vindo aqui como se tivesse jogado tudo para o alto, sem nada a perder. Então era isso.<\/i>

Ele achava que usar Tess já era cruel, mas Henry era ainda mais egoísta.

Pela primeira vez, Max olhou para Nadine com um pouco de compaixão.

— Então, o que você quer fazer? — perguntou ele.

Nadine explicou:

— Se Henry vencer, vou usar toda a confiança que ele ainda tem em mim e te entregar tudo o que pertence aos Larsons. E se Tess vencer? A mesma coisa.

Os olhos de Nadine ardiam com uma determinação feroz.

— Não importa o que aconteça, vou dar um jeito de conseguir o que você quer. Só preciso da sua ajuda.

As últimas palavras saíram entre os dentes cerrados, como se ela tivesse colocado toda a raiva ali.

Max a observou. Estava claro que, quando se tratava de Tess, Nadine ainda não tinha um plano definido.

Mas, quando se usa alguém, o que importa mesmo é até onde essa pessoa está disposta a ir, não é?

— Certo. Mas preciso saber o que você está planejando — disse Max, finalmente.

Nadine apertou os lábios.

— Quando Tess pediu Nicholas naquela época, você ficou com a esposa dele. Como você disse, Tess não vai deixá-la para trás. Só preciso esperar o momento certo. Então você pode usar a desculpa de devolvê-la para atrair Tess. Te passo o plano completo assim que eu pensar em tudo.

Max franziu a testa, encarando-a. Depois de uma longa pausa, ele deu um sorriso frio, quase gélido.

— Fechado. Nadine, não imaginei que as coisas estivessem tão ruins pra você. E não se preocupe. Se você fizer o que está dizendo, não vou te tratar injustamente.

Ela não respondeu. Apenas se virou e saiu em silêncio, sumindo na escuridão.

Nadine nem sabia com que tipo de coragem tinha entrado ali, ou que tipo de vazio carregava ao sair. Só sabia que, quando chegou à rua deserta e sentiu o vento frio roçar seus tornozelos repetidas vezes, seu coração parecia congelado e pesado.

Antes de hoje, ela nunca pensou que Henry também tentaria abandoná-la.

Ela não chamou um táxi. Apenas caminhou em silêncio, sem rumo.

A cena de ontem — Henry a forçando a pedir desculpas para Tess — ainda estava viva em sua memória.

Um sorriso amargo e sarcástico se espalhou lentamente por seus lábios. Então ela abaixou a cabeça e soltou uma risada.

Distraída, enxugou o canto do olho e percebeu que estava molhado de lágrimas.

Durante toda a vida, mesmo que o mundo a visse como filha adotiva, dentro dos Embers ela sempre esteve acima de Tess. Então, quando Max disse que ela tinha se tornado mimada, ele não estava errado.

Ela só nunca imaginou que ser a favorita de Henry não significava nada. Era igual a Tess, apenas um grão de areia que ele podia descartar quando quisesse.

Seus ombros tremiam enquanto ela ria, e quando passou sob um poste de luz, a claridade revelou seu rosto marcado por lágrimas.

Max ficou na janela, observando sua silhueta até que ela sumiu na escuridão.

Ele se virou e abriu o monitoramento do local onde Rachel estava.

Desde que Rachel lhe enviara aquele suposto “guia de estratégia”, ele a transferiu para um quarto secreto dentro do próprio escritório. Durante o dia, um assistente levava comida para ela. À noite, ela dormia ali.

O cômodo era extremamente secreto. Só ele e seu assistente pessoal sabiam da existência.

Max apoiou o queixo na mão e observou o monitor com atenção.

O quarto estava completamente escuro. Mesmo com as luzes apagadas, a câmera de alta definição mostrava claramente a figura deitada na cama.

Rachel parecia inquieta. De vez em quando franzia a testa e se mexia no sono.

Max observava em silêncio, pensativo.

Naquele pequeno quarto, praticamente um cofre, era quase impossível que Tess conseguisse entrar.

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