Finn ergueu um pouco o queixo, os olhos se estreitando. "Henry é um completo idiota. Naquela época, mesmo que os Larsons parecessem ter cortado relações com Kylie, ainda assim deram muito dinheiro secretamente para a empresa do Henry. Depois de tantos anos, o Grupo Ember continua sendo um fracasso. Seja em Krigan ou Aetheris, sempre ficaram no fundo do poço. Agora, mesmo que Tess tenha feito alguns pequenos movimentos contra o Grupo Ember logo depois de sair da prisão, a empresa já está à beira da falência. No fim das contas, é porque Henry é um presidente inútil. Se ele algum dia assumisse o controle dos Larsons, não faria o negócio crescer. Provavelmente pegaria toda a fortuna dos Larsons e fugiria para o exterior para viver uma vida fácil."
Zane assentiu repetidas vezes enquanto ouvia, mas de repente congelou, voltando a si num sobressalto. "Sr. Lock, devemos avisar a Srta. Tess agora? E se ela cair na armadilha do Henry?"
Finn arqueou uma sobrancelha. Em sua mente, surgiu o rosto calmo e frio de Tess, e um leve sorriso apareceu em seus olhos. "Você realmente acha que ela não sabe? Neste ponto, ela só está brincando com Henry e sua turma."
Assim que terminou de falar, o carro parou diante do portão da Evermount Villa.
Finn abriu a porta e entrou.
Zane correu atrás dele, mas assim que chegou à entrada, a porta se fechou com força, barrando-o do lado de fora.
Finn nem sequer olhou para trás.
Zane parou imediatamente. Sabia que não devia insistir.
Finn raramente andava tão rápido. Normalmente era calmo e ponderado—nada o abalava.
Mas agora, seus passos eram cortantes e urgentes, como alguém desesperado por um último alívio, tentando agarrar uma última chance.
Bang!
A porta bateu. Finn ergueu o olhar, e só então seu coração desacelerou. Seus passos ficaram mais lentos.
Ninguém mais entrava naquela casa. Nem mesmo a governanta. Finn cuidava de tudo ali sozinho.
Ele caminhou devagar, os olhos percorrendo o pequeno cômodo.
Fotos cobriam as paredes, todas emolduradas em vidro.
Seu coração apertou. O olhar pousou na maior de todas.
Ela pendia bem no centro. Diferente das outras molduras, essa era cercada por rosas brancas frescas—colhidas por ele mesmo no jardim atrás da Evermount Villa.
Plantou aquelas rosas depois que Tess foi embora. Todas as manhãs, ele colocava novas ali com as próprias mãos.
O casamento deles, naquela época, tinha sido apressado—longe de ser digno do homem mais rico do país. Por causa de sua insatisfação, Tess nunca teve a cerimônia grandiosa que merecia.
Ele ainda se lembrava de que o lugar estava tomado por rosas brancas.
Era a única coisa que Tess pediu.
Mas, porque ele não gostava dela naquela época, até as rosas que comprou foram as mais baratas que encontrou.
Finn olhou para a foto do casamento. Levantou o dedo longo em direção ao rosto de Tess na imagem. Mas, antes de tocar, parou.
Seus olhos vacilaram, depois escureceram lentamente.
Quem será? <\/i>
Abriu a porta só uma fresta, usando o corpo alto para bloquear a visão de quem estava do lado de fora.
Para sua surpresa, era Julia quem estava ali.
"Vovó?"
Finn a encarou, completamente surpreso.
Ela não deveria estar na mansão da família? O que fazia ali? E como soube desse quarto?<\/i>
"Você não precisa saber como eu descobri."
Julia pareceu ler a pergunta em seus olhos. Levantou a mão e empurrou a porta.
Finn não estava preparado e cambaleou alguns passos para trás, revelando todo o cômodo.
Quando Julia viu a cena estranha ali dentro, franziu a testa e lançou-lhe um olhar de reprovação.
"Me disseram que você correu para casa só para chegar aqui mais rápido?"
A bronca fez Finn apertar os lábios. "Eu..."
"O quê?"
Julia quase nunca se irritava, mas dessa vez agarrou-o e o arrastou para fora do quarto, batendo a porta com força.
Ela o encarou. "Seu inútil! E todas aquelas coisas lá dentro? Se Tess descobrisse, o que acha que ela pensaria de você? Já pensou nisso?"
A voz cortante dela atravessou Finn. Ele até quis retrucar, mas toda a força o abandonou.
Os ombros caíram, e ele se curvou, derrotado. "Vovó, eu não sei mais o que fazer."

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