“Mãe, o que você quer falar comigo?”
Benjamin levantou a voz na mesma hora. “Violet, segure sua mãe!”
A mulher congelou por um instante, olhou para a expressão séria dele e logo segurou o braço da mulher. “Mãe? O que está acontecendo? Você e o pai brigaram?”
Olivia lançou um olhar irritado por cima do ombro. “Brigar? Por favor. Só ia falar com você. Vá perguntar em qual quarto do hospital aquela adotada está internada.”
A sobrancelha de Violet se mexeu levemente. Ela se virou e pegou o olhar impotente de Benjamin, entendendo tudo na hora.
“Mãe... Está querendo ir ver a Nadine, é isso?”
Ela conduziu Olivia até o sofá, tentando acalmá-la.
A idosa nem tentou disfarçar e concordou sem hesitar. “Claro. A Kylie sempre mimou a Nadine e ignorou a Tess. Agora que estamos aqui, não vou deixar minha neta continuar sendo maltratada. Temos que defendê-la.”
Ela bateu no peito, com pose de heroína veterana, com olhos afiados.
Violet não conseguiu evitar enxugar o suor da testa.
Mesmo nessa idade, o temperamento da minha mãe continua explosivo.
“Violet, não deixe sua mãe arrumar confusão”, disse Benjamin, apoiando-se na bengala enquanto se sentava ao lado delas. “Estamos em Aetheris, não Kingsland. Somos convidados, temos que nos comportar.”
Mas Olivia claramente não tinha a menor intenção de se comportar. Nunca foi do tipo que engolia desaforo, e apesar da idade, o espírito continuava o mesmo.
Violet franziu a testa, pensativa, e não respondeu de imediato. Depois de um momento, disse a Olivia: “Tá bom. Vou pedir para o garoto dos Shaw verificar isso.”
Benjamin quase pulou da cadeira. “Sua mãe perdeu o juízo e você ainda vai na onda dela?”
Violet sorriu de leve. “Pai, dessa vez eu acho que a mamãe está certa.”
Olivia ergueu o queixo, vitoriosa, e lançou um olhar triunfante para Benjamin.
Ela deu um tapinha no braço de Violet. “Vai logo!”
Enquanto o som dos saltos dela ecoavam pelo corredor, Benjamin afundou na poltrona, balançando a cabeça, indignado.
“Que absurdo”, murmurou. Mas, no fim, não tentou impedir.
...
A noite já tinha caído, e nuvens pesadas cobriam o céu.
Tess embalou Layla com cuidado até a menina adormecer. Quando a respiração dela ficou estável, Tess foi até a sala sem rumo certo, inquieta.
Ele parecia estar escondendo o desconforto, ele estava meio pálido.
Ele não pode comer nada apimentado?
Ela chamou Bessie para ficar com Layla, jogou um casaco por cima dos ombros e saiu correndo.
Se ele não aguenta comida apimentada, por que cozinhou algo assim? E quando eu o provoquei com aquela pimenta, por que não disse nada?
Seu coração batia acelerado enquanto ela quase corria de salto pelo caminho até a rua. O vento batia em seu rosto, puxando o casaco para trás.
“Me leve para o Hospital Privado do Grupo Lock!”
Ela acenou para um táxi, abriu a porta de uma vez e entrou, ainda ofegante.
O motorista viu a expressão aflita dela e acelerou sem fazer perguntas. O carro entrou bruscamente na avenida principal.
Tess encarava o celular, esperando a mensagem de Zane.
O táxi seguia em silêncio, só com o som do motor. O motorista olhou para ela pelo retrovisor e perguntou com cuidado: “Alguém importante ficou doente, moça? Um amigo próximo ou um parente? Você parece muito preocupada.”
Os dedos de Tess pararam sobre a tela.
Alguém importante para mim?
O olhar dela vacilou, e seus pensamentos começaram a se embaralhar.

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