Evelina ouviu o som da campainha e foi até a porta para abrir.
Pelo visor na entrada, viu que era Denise, e seu rosto mostrou uma expressão de leve perplexidade.
Era a primeira vez que Denise vinha tocar a campainha.
Evelina ficou preocupada que pudesse haver algum problema com a Família Martins, então imediatamente abriu a porta.
"Srta. Martins, aconteceu alguma coisa?"
Evelina perguntou com uma expressão de preocupação.
Denise ergueu os olhos para Evelina e disse em voz baixa.
"O Sr. Sampaio adormeceu no meu carro."
"Por favor, Evelina, arranje alguém para ajudá-lo a entrar."
Embora o clima no País F fosse melhor do que no País Y, à noite ainda fazia um pouco de frio, e Osvaldo, tendo bebido, poderia facilmente pegar um resfriado.
Evelina hesitou por um momento, sem saber como reagir, então perguntou com cautela.
"Você já sabe de tudo?"
Denise assentiu. "Sim."
Evelina sentiu-se um pouco culpada.
Nos últimos tempos, por causa do Velho Sr. Paiva, ela havia ocultado algumas informações da Família Martins.
Ela deu um sorriso constrangido e disse em voz baixa.
"Vou mandar alguém buscar o Jovem Senhor."
Denise concordou com a cabeça.
Evelina rapidamente arranjou para que alguém ajudasse Osvaldo.
Denise entrou então na sua própria casa.
Quando Osvaldo foi levantado, acordou, e ao olhar ao redor, não viu Denise.
Evelina, percebendo que ele procurava alguém, disse suavemente.
"A Srta. Martins já foi descansar."
"Jovem Senhor, por que veio ao País F sem nos avisar? Assim poderíamos ter enviado alguém para buscá-lo."
Osvaldo respondeu em tom calmo.
"Ela estava no evento, então voltei com ela no carro."
"Meu avô já foi descansar?"
Evelina balançou a cabeça. "Não."
"Você não costumava descansar cedo? Por que ainda está acordado a esta hora?"
O mordomo estava prestes a responder por Velho Sr. Paiva, mas ao ver o olhar cortante que ele lançou, preferiu não dizer nada.
O Velho Sr. Paiva olhou friamente para Osvaldo e disse em tom firme.
"É que de repente, em um lugar novo, ainda não me acostumei. Quando você vai resolver as coisas no País Y para eu poder voltar para Vila de Paiva?"
Osvaldo recostou-se no sofá.
Com uma atitude um tanto preguiçosa, olhou para o Velho Sr. Paiva com um sorriso nos lábios e disse suavemente.
"Você não disse que me daria dois anos?"
O Velho Sr. Paiva franziu ainda mais a testa.
"Você quer que eu fique aqui por dois anos?"
Osvaldo assentiu com a cabeça, "Dê-me dois anos, e me ajude a observar Denise durante esse tempo, é justo."
O velho Sr. Paiva, ao ouvir isso, lembrou-se da última conversa que teve com Osvaldo e seu rosto se fechou, mas ele não tinha argumentos para rebater.
Osvaldo, ao ver o silêncio dele, sorriu e disse:
"Vovô, você ainda está acordado tão tarde, será que é porque está me ajudando a cuidar da Denise que não descansou?"

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Felizmente, você pode me acompanhar ao lugar próspero da vida