Ela mordeu levemente o canto dos lábios, segurando a própria voz para que o soluço não a traísse.
"Eu já disse há muito tempo que não éramos compatíveis, desde o início."
"Então, Sr. Sampaio, é melhor não nos vermos mais, vamos deixar tudo voltar ao normal."
Denise disse isso e já pensava em devolver o celular para Lucas.
No entanto, Osvaldo falou novamente, com uma voz pesada.
"Mesmo se for terminar, você deveria me dar uma razão."
"Tudo estava bem, por que terminar?"
Denise cerrou os dentes em silêncio e respondeu.
"Terminar não é uma decisão que tomei hoje, tenho hesitado há algum tempo, por isso, Sr. Sampaio, não insista, não seja como Cristiano Lima, que me faz sentir repulsa."
Do outro lado, Osvaldo franziu as sobrancelhas, e seu tom ficou muito mais frio.
"Então, sua obediência nos últimos tempos foi apenas um prenúncio do término?"
Denise respondeu pesadamente, "Sim."
Osvaldo riu friamente, "Então, o que meu avô te deu de bom?"
Denise ficou surpresa, não imaginava que Osvaldo fosse tão perspicaz.
Ela não queria criar discórdia entre Osvaldo e o Velho Sr. Paiva.
Afinal, eles eram os únicos parentes que tinham um ao outro neste mundo.
Ao perceber que Osvaldo havia adivinhado, a expressão de Denise sofreu uma leve mudança, mas logo ela controlou suas emoções.
Ela sorriu suavemente e disse, "O Sr. Sampaio é realmente inteligente, eu queria terminar de forma digna, mas você acabou adivinhando."
"Eu soube há alguns dias sobre sua destituição pelo Velho Sr. Paiva, então estive considerando nosso relacionamento."
Diante do olhar de Lucas, a expressão de Denise permaneceu serena.
Ela aceitou calmamente o olhar investigativo de Lucas, pressionou o botão de desligar e empurrou o celular de Lucas de volta para a mesa.
Ela já havia pensado que ela e Osvaldo não chegariam ao fim juntos, mas nunca imaginou que terminariam dessa forma.
Lucas recolheu o celular, suspirou levemente e então tirou do gaveta os documentos de alta de Danilo, colocando-os sobre a mesa e entregando-os a Denise, passando algumas instruções.
Denise pegou os documentos, assentiu e virou-se para sair.
Lucas observou em silêncio as costas de Denise; ela mantinha-se ereta, sem mostrar qualquer sinal de derrota.
Se não fosse pela gota d'água inexplicavelmente surgida na superfície escura de sua mesa de madeira, ele poderia realmente acreditar que Denise tinha um coração de pedra.
Lucas olhou para a gota de lágrima em sua mesa e apenas admirou Denise.
Ser cruel com os outros já é algo, mas ser tão cruel consigo mesma é impressionante.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Felizmente, você pode me acompanhar ao lugar próspero da vida