Não estava claro que tudo isso era uma armadilha para acabar com aquela garota bonita?
As arquibancadas explodiram em vaias.
Magnus exibiu um sorriso descarado. "As regras nunca disseram que ela não pode contratar um piloto substituto. Se ela tem habilidade, pode contratar um também."
Anya riu, empolgada. "Exatamente! Se ela é tão capaz, que contrate um piloto profissional!"
Mas mesmo que Helen oferecesse dinheiro, ninguém ali teria coragem de assumir seu lugar.
Aquilo era uma corrida mortal.
Seu adversário era Cyclone. Os outros cinco carros pertenciam todos a Magnus.
No momento em que a corrida começasse, seriam sete carros fechando em cima de um só.
Um contra sete.
Quem teria coragem de se meter?
Foi culpa de Helen por aceitar a aposta sem definir as regras antes.
Agora, Magnus podia brincar como quisesse.
"Minha sobrinha."
Micah se aproximou, alto e sereno. Ergueu a sobrancelha, a voz baixa e firme. "Quer que eu te ajude? Ouvi falar do Cyclone. Ele é realmente bom."
Ele fez uma pausa, depois sorriu. "Desta vez, você nem precisa pedir."
Ele gostava de assistir ao espetáculo.
Mas não queria que Helen, por quem tinha certo carinho, se machucasse.
Essa rodada era claramente uma armadilha maliciosa armada para ela.
"Tio Micah!" Anya entrou em pânico ao vê-lo se aproximar. Se ele ajudasse Helen, como seu plano funcionaria?
Por que Micah sempre ficava do lado de Helen?
Micah levantou o olhar e encarou Anya. Os olhos dele ficaram frios.
"Anya," disse ele, sem emoção, "vou contar ao seu pai tudo o que aconteceu hoje." Sua voz era cortante como gelo. "É melhor pensar bem em como vai explicar ter se aliado à Wendy para atacar sua prima."
O rosto de Anya empalideceu na hora.
Wendy, ao lado dela, também mudou de expressão.
Contar para Nelson significava contar para toda a família.
Se Harvey e Minerva descobrissem que empurraram Helen para uma corrida mortal—
O rosto de Wendy perdeu toda a cor. Ela se apressou em explicar, "Tio Micah, eu não—"
"Cale a boca!" Micah a cortou, sem se dar ao trabalho de ouvir desculpas.
Quando olhou de novo para Helen, a expressão suavizou. Um sorriso discreto voltou ao rosto. "Minha sobrinha, eu dirijo bem."
Helen abriu a porta do carro, sorriu com arrogância e disse: "Lidar com lixo como eles? Por favor. Eu dou conta sozinha."
O sorriso dela era radiante e destemido.
Ela claramente não levava nenhum deles a sério.
Micah estreitou os olhos e analisou o rosto dela por alguns segundos. Não era blefe.
Ele riu e disse: "Então vou sentar e assistir ao espetáculo."
Helen riu. "Vai valer a pena assistir."
Ela deslizou para o banco do motorista.
"Isso é sujo! Estão atacando ela assim que a corrida começa!"
Mas—
Dentro do supercarro rosa, a garota ao volante curvou levemente os lábios.
O rosto permaneceu calmo. Nem sinal de pânico.
Os olhos límpidos se aguçaram quando os carros se aproximaram, um sorriso perigoso brilhou neles.
Ela não diminuiu a velocidade.
Helen pisou fundo e girou o volante.
Bang!
O supercarro rosa passou raspando nos pneus de um carro, torceu bruscamente e disparou para frente.
Usando o ângulo e a diferença de velocidade, ela atingiu o eixo traseiro do carro à esquerda.
Era o ponto de equilíbrio mais fraco.
Boom!
O carro à esquerda perdeu o controle. Voou de lado, bateu na grade de proteção e capotou várias vezes.
Antes que alguém reagisse, Helen freou forte e girou a traseira.
Bang!
A traseira do carro dela acertou outro carro atrás. Esse carro saiu da pista, pegou fogo e caiu na caixa de areia.
"Seus inúteis!" Anya gritou, os olhos vermelhos de raiva. "Tantos carros e ainda não conseguem parar ela?!"

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