"Trinta milhões?"
Ela cruzou os braços e arqueou as sobrancelhas, o tom calmo, mas cheio de orgulho. "Pensamento pequeno. Se é para apostar alto, então vamos apostar alto de verdade."
"Cem milhões de dólares. Tem coragem de igualar?"
Assim que ela disse isso, o ambiente explodiu.
"Cem milhões de dólares?!"
"Ela enlouqueceu? De onde tiraria tanto dinheiro?"
"Não foi criada no interior? Como pode ter tanto dinheiro?"
"Essa é a maior aposta que já vi!"
Sussurros tomaram conta do ar. As dúvidas vieram rápido.
Anya encarou o cartão preto. Seu rosto ainda ardia do impacto.
Ela quase gritou: "Isso é absurdo! Onde você conseguiria cem milhões?!"
Magnus estreitou os olhos e fitou o cartão. Soltou uma risada fria. "Você diz que tem cem milhões, e eu devo acreditar? Quero provas. Verifique os fundos."
"Isso mesmo! Verifique!" Anya disparou. Ela não acreditava que Helen pudesse sacar tanto dinheiro.
Nem mesmo uma herdeira como ela tinha esse valor disponível.
Então como Helen, a garota trazida do interior, teria cem milhões de dólares?
Nesse momento, uma voz grave cortou o burburinho.
"Verificar os fundos?"
Um homem de sobretudo preto saiu do banco do passageiro do supercarro rosa.
Alto e esguio, um cigarro pendia dos lábios. A fumaça envolvia seu rosto afiado e perigoso.
Micah desafiou friamente: "Uma Manon tirando cem milhões para uma brincadeira, e vocês acham que precisam de verificação?"
Seus olhos, tão penetrantes quanto os de um falcão, atravessaram a fumaça e fitaram Magnus. A pressão era intensa. Perigosa.
Magnus era arrogante, mas não tolo.
A presença do homem era tão forte que fez sua pele arrepiar.
"V-você..." Magnus hesitou. "Qual sua relação com os Manon?" As famílias eram próximas. Magnus sabia bem que cem milhões não era nada para eles.
O que ele não sabia era quem era aquele homem.
"Quem eu sou não importa," Micah disse, batendo a cinza do cigarro. "O que importa é esta aposta. Eu estou bancando."
Ele sorriu de lado e mordeu o cigarro novamente, despreocupado e destemido. "Se minha sobrinha quer jogar, então que seja de verdade. Cem milhões. Se ela perder, eu assumo. Se ganhar, é tudo dela."
Sobrinha?<\/i>
Magnus imediatamente olhou para Anya e a cutucou.
O rosto de Anya empalideceu. Ela encarou Micah, paralisada. O suor escorria pela testa.
Tio Micah...<\/i>
Por que ele está aqui?<\/i>
Não tinha ido embora?<\/i>
No fim, ele esteve aqui o tempo todo.<\/i>
Quanto ele viu? Quanto ouviu?<\/i>
Tio Micah vai contar para o papai? Para o vovô e a vovó?<\/i>
"Anya, quem é ele?" Magnus sussurrou; ao ver sua expressão, percebeu que algo estava errado.
Antes que ela pudesse responder, Wendy se adiantou discretamente e deu a resposta.
Ao ouvir Micah dizer que os cem milhões seriam por conta dele se Helen perdesse, os olhos de Wendy ficaram vermelhos de inveja.
Ela se desesperou e gritou sem pensar: "Tio Micah, não seja imprudente! Helen não entende nada de corrida! São cem milhões! Se o vovô e a vovó descobrirem—"
"Chega."
Micah nem olhou para ela. "Não é seu lugar para falar."
Com o cigarro entre os lábios, a fumaça dançava ao seu redor enquanto ele sorria, selvagem e despreocupado. "O dinheiro é da família. Eu gasto com quem quiser."
O rosto de Wendy queimou. Ela não teve escolha senão se calar.
Mas Helen ainda não tinha terminado com ela.
Helen curvou os lábios vermelhos e olhou para Wendy com um meio sorriso. "Já que tio Micah está me apoiando," disse com calma, "então, como parte dos Manon, você não deveria contribuir também?"
Aquele sorriso fez o coração de Wendy disparar, um mau pressentimento tomou conta dela. "Eu—"
"Não estava tentando me humilhar? Não queria impor regras para mim?" Os olhos de Helen percorreram lentamente os três. "Vocês se dizem alta sociedade. E nem têm coragem de igualar esse valor?"
Todos seguiram o olhar de Helen para Magnus, Anya e Wendy.
Os três ficaram encurralados. Não havia saída.
Alguém na multidão transmitia tudo ao vivo para um grupo privado da alta sociedade. A câmera apontada diretamente para eles.
Se recuassem agora, nunca mais teriam respeito naquele círculo.
Por status, orgulho e imagem, tinham que jogar.
Wendy cerrou os dentes e tomou uma decisão. "Se Helen quer jogar," disse com rigidez, "então, como irmã mais velha, vou até o fim com ela. Vou apostar todas as minhas economias. Dez milhões de dólares."
Era realmente tudo o que Wendy tinha, mas ela estava confiante.
Helen podia ser impressionante em outras áreas.
Mas corrida? Não havia chance de Helen vencer Anya e Magnus.
Se Helen perdesse, Wendy recuperaria seu dinheiro.
E ainda ficaria com uma parte daqueles cem milhões de dólares.

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