"Como isso poderia ser? Sua reputação é, para sempre, a moeda mais valiosa do submundo!" Serpente Rubra falou como uma líder apaixonada de um fã-clube, exaltando sua favorita sem reservas.
Helen achou graça no tom inflamado dela e soltou uma risada suave.
"Ah, verdade." Serpente Rubra de repente lembrou de algo e estalou os lábios. "Aquele Rex... Não sei se ele percebeu alguma coisa, mas dizem que logo depois que a gente conseguiu, Rex ficou completamente fora de si e ordenou uma caçada pela cidade inteira atrás de nós.
"E esse Rex realmente tem seus talentos. Ele rastreou tudo até a Zona Nula.
"Eu estava prestes a montar umas cortinas de fumaça para despistar quando, de repente... todos os homens dele sumiram. A busca parou também. Parece que ele desistiu de perseguir aquele chip de um bilhão de dólares."
Nesse momento, a voz de Serpente Rubra estava cheia de incredulidade. "Será que ele realmente desistiu? É um bilhão de dólares!
"Eu até pesquisei sobre ele. Isso não combina nada com o estilo dele."
Segundo as informações, Rex era do tipo que nunca deixava barato, implacável em seus métodos.
Não havia chance de ele engolir um prejuízo desses.
A mão de Helen parou no ar enquanto ela secava o cabelo com a toalha.
Ela se lembrou do olhar significativo que seu tio lhe lançou na porta do hotel mais cedo.
Depois de alguns segundos de silêncio, ela falou. "Existe uma possibilidade..."
Serpente Rubra ficou curiosa. "Hm?"
Helen continuou: "De que Rex me conhece... então decidiu não ir atrás."
Serpente Rubra ficou paralisada por alguns segundos, depois caiu na gargalhada. "Querida, não brinca comigo. Se você realmente conhecesse o Rex, teria ido tão fundo assim contra ele? Um bilhão de dólares! Amor, nem seus inimigos você ataca desse jeito!"
Helen não respondeu.
Ouvindo aquilo, ela sentiu uma pontinha de culpa.
Helen tocou o nariz, um pouco sem jeito. "Rex... é meu tio."
Do outro lado da linha, a risada cessou abruptamente.
O silêncio caiu como uma pedra.
Depois de um tempo...
Serpente Rubra tossiu duas vezes. "Hã? Tio? Você quer dizer aquele astro em ascensão assustador do submundo de Merísia, Rex Calder? Ele é o irmão mais novo biológico da Rebecca e seu tio de verdade?!"
Helen respondeu: "Mm."
"Seu tio, meu tio postiço... e você passou a perna nele desse jeito?" Serpente Rubra, que normalmente não tinha consciência nenhuma, sentiu-se culpada naquele momento.
Afinal, Rebecca sempre a tratou muito bem.
O irmão mais novo biológico de Rebecca era praticamente seu próprio tio.
Assim, o bilhão que já estava nas mãos voou.
Em outro lugar.
A noite estava avançada, e as ruas de Merísia brilhavam sob as luzes.
Um supercarro rosa cortava a noite, o motor rugindo.
Dentro do carro, o som alto fazia tudo tremer.
Anya segurava o volante com uma mão, enquanto agitava a outra animada, rindo alto. "Wendy, você realmente superestimou aquela caipira, não foi? Viu como ela ficou ridícula agora há pouco? Acreditou em tudo que eu disse. Achou mesmo que eu ia aceitar ela como prima?"
Seus olhos e sobrancelhas transbordavam de escárnio e desprezo. "Que idiota. Bastaram algumas palavras doces e ela se perdeu completamente.
"Só uma caipira que cresceu no interior, achando que merece entrar no nosso círculo?"
Wendy estava no banco do passageiro e tentou persuadi-la com delicadeza. "Anya, não fala assim. Ela é, afinal, sua prima de sangue..."
"Ah!" Anya girou o volante, e o carro fez uma curva perfeita, deslizando para outra pista. "Eu, Anya Manon, só reconheço você como prima. Quem é aquela mulher que saiu de algum fim de mundo, afinal?"
O desprezo em sua voz era quase palpável.
Vendo a repulsa de Anya, Wendy se sentiu satisfeita por dentro, mas manteve o semblante preocupado. "Anya, você é muito boa comigo... mas a Helen é bem esperta. Talvez ela não tenha acreditado em tudo que você disse."
"Esperta? Ela?" Anya zombou. "Quão esperta pode ser uma caipira que nem terminou o ensino médio? Foi pobre a vida toda, isso está no sangue dela. Agora que voltou pra uma família rica, o que ela mais quer? Aceitação e reconhecimento, claro. Basta eu bajular um pouco, amanhã dou pra ela uma bolsa fora de estação que nem quero mais. Pode apostar, ela vai ficar tão agradecida que vai agir como um cachorrinho, abanando o rabo e implorando pelo meu carinho."

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