Se Helen estivesse disposta a retirar os processos, isso significaria que ela ainda guardava algum resquício de sentimento familiar por eles—não teria coragem de vê-los realmente indo à falência e acabando na rua.
Bastava que Helen amolecesse...
Eles ainda teriam uma chance de convencê-la a voltar para casa.
E quando isso acontecesse...
Poderiam se aproveitar do sucesso de Helen para tentar subir novamente ao topo.
Quanto à indenização devida aos Walcott, Helen também poderia resolver.
No momento, a única salvação deles era Helen.
Jacob já havia depositado toda a esperança de sobrevivência dos Morgan nos ombros de Helen.
Os Morgan se encolhiam em um canto escuro do lado de fora, engolindo o orgulho e sem ousar mostrar o rosto, apavorados com a possibilidade de serem vistos novamente pelos repórteres e bombardeados com mais perguntas cruéis.
Eles esperaram. E esperaram.
As horas se arrastaram. Já era meia-noite quando as pessoas finalmente começaram a deixar o local.
De todos, Sienna era quem mais sofria.
Seu rosto já era um hematoma inchado por causa dos tapas. Tudo o que ela queria era passar uma pomada.
Mas toda vez que pensava nisso, Jacob lançava-lhe um olhar mortal, como se ela fosse sua maior inimiga.
Ele não lhe dava a menor chance de escapar.
Nem permitia que os filhos comprassem remédio para ela.
Restava-lhe apenas apertar os dentes e suportar; até o menor movimento no canto da boca fazia uma dor aguda atravessar sua bochecha.
Quando o cansaço já a fazia cochilar, as pessoas finalmente começaram a sair do local.
Ela fervia por dentro.
Quanto tempo pode durar uma competição dessas?
Quando saíram furiosos, já estavam na terceira rodada, não estavam? E mesmo assim demorou tudo isso?
Só podia ser aquela pestinha da Helen, querendo aparecer—fazendo cena de propósito, enrolando para prolongar o evento.
Vaidosa exibida.
Sienna queria soltar alguns insultos em voz alta, mas ao mover a boca, a dor explodiu e ela puxou o ar entre os dentes.
Endireitou o paletó e falou friamente:
"Uma criança? O quê, uma bebezona de vinte anos? Ela é adulta. Quer dizer que não entende as consequências de roubo, fraude e plágio? Que nunca pensou no que aconteceria se fosse pega?
"Vou ser claro: o dano à reputação da nossa marca, à nossa imagem, ao nosso nome—tudo isso se traduz em dinheiro real. Me implorar não adianta. Preparem-se para pagar. Se não puderem... Então, preparem-se para apodrecer na prisão."
Dito isso, Andrew empurrou os Morgan que bloqueavam seu caminho, entrou no carro e partiu sem olhar para trás.
Uma fileira de seguranças apareceu, impedindo os Morgan de avançar. Eles só puderam assistir, impotentes, enquanto o carro sumia na noite, completamente humilhados.
"Ainda não acredito que a Queen é mesmo uma garota tão jovem. A marca Queen foi fundada há cinco anos, certo? Quantos anos ela teria na época?"
"Gênio é gênio. Hoje vi de tudo."
"Mas aquela concorrente número 4 foi hilária. Achou que, se roubasse os esboços da Queen, poderia passar por autora. Mesmo depois que a Sra. Lyon desmascarou ela na hora, continuou se debatendo, sem admitir nada."
"Esse tipo de cara de pau... claramente é de família. Você precisava ver os pais dela—totalmente emergentes, sem classe nenhuma. Andavam por aí como se a filha fosse uma joia rara, se gabando o tempo todo, dizendo que ela seria a última aluna da Sra. Lyon."
"Que piada. A Sra. Lyon nunca disse uma palavra sobre aceitar ela como última aluna."
"Tenho quase certeza de que a Sra. Lyon só convidou aquela plagiadora hoje para dar uma lição nela. Mas o que ela fez? Entrou como se fosse intocável, achando mesmo que o plágio nunca seria descoberto. Comprou um monte de matérias elogiosas, se promoveu por todo lado—'Estrela-guia de Easthyr', 'futura última aluna'—sinceramente... O que, achavam mesmo que ninguém ia perceber que estavam manipulando tudo por trás?"

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