Nancy podia fazer o que quisesse.
O carro seguiu direto para o hospital.
Helen fez Nancy se hospedar em um hotel próximo por uma noite.
Afinal, ela já tinha cinquenta anos. Obrigar uma senhora a virar a noite seria pura crueldade.
Helen não era tão insensível assim.
Depois de deixar Nancy, Helen trocou de volta para sua camiseta branca e calça, guardando casualmente as chaves do carro de Nancy no bolso.
Nancy ficou sem palavras.
Pegar a chave de uma senhora não era crueldade também?
Assim que Nancy se acomodou, Helen seguiu para o Hospital Veridia.
Ela já havia avisado o assistente de Hess, então, assim que chegou, foi conduzida diretamente à UTI.
Examinou o paciente com atenção.
"O quadro está estável. Deixe-o aqui por dois dias para repousar, e ficará tudo bem." Helen fez uma pausa, pegou caneta e papel ao lado da cama, escreveu uma receita e entregou. "Providencie estas ervas. Nas próximas duas semanas, siga exatamente como está aqui, e ferva cada dose por três horas."
O assistente já ouvira falar das habilidades de Helen e sabia que ela já salvara o chefe antes. Tinha por ela grande respeito. "Entendido, dona Helen. Vou garantir que o remédio seja preparado perfeitamente para o senhor Hugh."
Helen assentiu, deu algumas orientações finais e saiu do quarto.
Olhou o relógio.
Já eram 1h30 da manhã. Precisava voltar para casa rápido.
Se não voltasse, Rebecca não conseguiria dormir.
Com as mãos nos bolsos, Helen caminhou em direção à saída.
Mal saiu do corredor para o saguão principal, foi atingida por uma onda de gritos e choros vindos da entrada.
Uma ambulância parou e as portas se abriram de repente.
Uma equipe de emergência entrou apressada com uma maca, seguida por médicos e enfermeiros.
Uma enfermeira anunciou, urgente mas organizada: "O paciente veio transferido do Hospital Xylenor. Dr. Morgan e Dr. Carroll tentaram reanimar, mas os sinais vitais continuam caindo!"
Outros médicos pegaram o prontuário, rostos tensos de preocupação. "Dr. Morgan é nosso melhor médico. Como pode haver um paciente que ele não consegue salvar?"
A enfermeira explicou rapidamente: "O tumor cerebral do paciente está em um local crítico, pressionando nervos importantes. É extremamente grave."
Os médicos analisaram o prontuário e foram empalidecendo, um a um.
O registro mostrava que a cirurgia tinha menos de 10% de chance de sucesso!
Mesmo com a transferência, quase não havia esperança de trazer o paciente de volta da beira da morte.
Mas durante o trajeto, tudo piorou. O tumor cerebral do paciente avançou rápido, e a vida dele ficou por um fio.
Maxwell e os outros médicos tentaram todos os procedimentos de emergência que conheciam. Mesmo assim, o paciente só piorava.
Maxwell não conseguia tirar da cabeça que talvez não fosse tão bom quanto acreditava.
Talvez fosse apenas um fracasso, longe da irmã que sempre desprezou.
Sua mente travou, presa em dúvidas.
Então, pelo canto do olho, viu alguém familiar.
Era uma garota alta e esguia, olhos semicerrados e expressão entediada. Ela ergueu os cílios com preguiça, observando tudo acontecer.
Por algum motivo, Maxwell sentiu que ela estava zombando dele.
Seus olhos se fixaram em Helen, emoções tumultuadas dentro de si.
"Helen!"
Sua voz saiu áspera. "Você... o que está fazendo aqui?!"
No início, Helen nem percebeu sua presença.
Sua atenção estava voltada para os familiares do paciente, que choravam, e para a multidão de profissionais de saúde que se agitava ao redor.

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