A insinuação em seu tom não poderia ser mais clara.
Helen disse: "... Chega de conversa fiada."
Serpente Escarlate esfregou o queixo. "Ora, ora, ficou tímida, foi?"
Helen pressionou de leve o braço que envolvia sua cintura, tentando afastar a mão de Timothy.
Tímida, eu? Nem pensar.<\/i>
Aquela troca entre elas era íntima até demais.
Só então Timothy relaxou a guarda diante da mulher de vermelho.
Serpente Escarlate jogou os cachos escarlates para trás, lançou um aceno atrevido para Timothy e sorriu com um ar de pecado. "Calma aí, bonitão. Sou a Dev— cof, melhor amiga da Helen. Meu nome é Bruxa Branca.
"Só estava me divertindo um pouco—e, sabe, dando uma de heroína para salvar a bela."
Helen ficou sem palavras.
Bruxa Branca?<\/i>
Será que ela tinha noção do que esse nome sugeria?
E com aquele couro vermelho, botas vermelhas e uma cabeleira de cachos vermelhos... como foi que ela escolheu logo Bruxa Branca?
Timothy olhou da felina risonha para Helen.
Helen hesitou um instante e então disse: "Uhum. Minha amiga. Ela é a Bruxa Branca—veio me procurar, ajudou no caminho."
O olhar de Timothy percorreu os corpos dos lutadores Sakurathianos espalhados pelo concreto, depois para os poucos ainda presos sob uma moto altamente modificada e caríssima.
Os olhos de safira se estreitaram.
Com a Mansão Garcia em alerta assim que os Sakurathianos invadiram, aquela mulher ainda conseguiu entrar de moto direto na garagem, sem chamar atenção.
Definitivamente não era uma jogadora comum—estava no mesmo nível de Helen.
O que a tornava perigosa.
Timothy não gostava de se aproximar de pessoas perigosas, mas se ela era amiga de Helen, não faria dela uma inimiga.
"Sra. Bruxa, se é amiga da Helen, é amiga dos Garcia. Sou o dono daqui; meu nome é Timothy. Obrigado por intervir."
"Ah, qual é, bonitão. Não precisa de tanta formalidade." Serpente Escarlate sorriu, olhos ousados e selvagens enquanto o avaliava. "Pode me chamar só de Bruxa Branca. Adoro esse nome."
Sim, ela claramente amava seu codinome dracoviano.
Timothy continuou: "Hoje é o aniversário de 18 anos da minha irmã Stella. Por que não acompanha a Helen na festa? Minha equipe vai cuidar de tudo aqui."
Serpente Escarlate assentiu, satisfeita, e passou o braço pelos ombros de Helen para sussurrar: "Helen, seu homem é um espetáculo. Carne de primeira. Tsc, tsc... se não fosse seu, eu até pediria uma provinha—"
Não terminou a frase.
O cotovelo de Helen acertou seu abdômen.
A cintura de Serpente Escarlate girou; ela se esquivou como fumaça, sorrindo como a diabinha que era. "Opa, protegendo o prato agora?"
Helen lançou-lhe um olhar. "Vai ou não vai pra festa?"
Serpente Escarlate segurou o pulso de Helen e a girou uma vez.
O vestido flamejante rodopiou, destacando a pele de porcelana fria e uma postura afiada e majestosa.
"Helen, você ficou assustadoramente linda. Eu nunca usei esse tipo de roupa na vida."
Sua mão deslizou descaradamente pela cintura de Helen antes de olhar para o próprio couro vermelho dos pés à cabeça. "Vou passar. Seu povo elegante e eu? Água e óleo. Não vou ser eu a fazer a Dev— cof, Helen, passar vergonha."
"Tudo bem," disse Timothy, voltando-se para um segurança. "Leve a Sra. Bruxa até o closet."
Um segurança se aproximou, fazendo uma reverência. "Sra. Bruxa, a Mansão Garcia mantém vestidos de festa sobressalentes para emergências. Se não se importar, escolha o que quiser. São todos novos."
Os olhos de Serpente Escarlate brilharam. "Sério? Perfeito! Nunca usei um vestido de verdade. Já que hoje estou na cola da Helen, vou ver como vocês, da elite, festejam."
Ela arqueou uma sobrancelha, o brilho travesso no olhar, e deixou o olhar repousar em Timothy por alguns segundos. "Bonitão, gostei de você!"
Com um aceno displicente para Helen, seguiu o segurança para fora.
Os outros seguranças arrastaram os lutadores Sakurathianos dali.
Em menos de dois minutos, a garagem ficou silenciosa.
Restaram apenas Helen e Timothy.
"Você se machucou?" ele perguntou, baixando aqueles olhos de raposa. No silêncio cavernoso, a voz dele soou baixa e aveludada, acariciando o ouvido de Helen como um toque.
Era só uma pergunta simples, mas o ar pareceu aquecer com uma energia sutil e eletrizante.

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