O homem cuspiu e rosnou: "Seu maldito odiador de Sakurath! Não vai conseguir nada de mim! Um guerreiro do Império nunca se curva!"
Helen soltou uma risada leve, a voz tornando-se gélida. "Ah, não vai falar? Tudo bem. A Doutora Fantasma tem muitos métodos. Por acaso... estou precisando de cobaias."
"D—Doutora... Doutora Fantasma?!"
Sua voz falhou como se tivesse ouvido o pior dos pesadelos. Escorregou para um gemido. "R-Rainha Demônio... Doutora Fantasma... E-Eu vou falar! Vou falar! Vou contar tudo! Só não me use como cobaia de testes—não quero ser experimento!"
Ele tremia mais a cada palavra. "Desta vez... viemos em três esquadrões... Um no salão de festas—metade foi derrubada por v-você, a outra metade foi contida pelo Sr. Timothy. Agora... agora tem um esquadrão em emboscada na garagem subterrânea, e um pequeno grupo do lado de fora para retirada. Quarenta homens ao todo..."
Ele despejou o resto—números, posições, até o equipamento—limpo como um delator.
"E em Sakurath... p-porque a agência federal de Dracovia varreu Fireborn... tudo na superfície foi preso pelo seu lado. A-agora só restam pouco menos de quinhentos... E-eu não sei os locais exatos..."
No fim, ele expôs o último segredo de Sakurath como se tivesse visto um fantasma.
Helen disse: "Timothy, ouviu isso?"
Um leve chiado de transmissão; então a voz baixa e rouca do homem: "Isso é bem você, Helen. Implacável e eficiente."
Ela conferiu o relógio. "Temos o que precisamos. Agora aja—termine em vinte minutos. Não estrague a festa da Stella."
Desligou e seguiu para a garagem em seus saltos finos. "Timothy, desligue as câmeras da garagem."
A voz de Timothy ficou tensa de imediato. "Helen, não. Descer lá sozinha é arriscado demais!"
As portas do elevador se abriram no B3.
Luzes fracas. Ar úmido e frio.
Seus saltos ecoavam no vazio, nítidos o suficiente para reverberar.
O tom dela permaneceu firme. "Eu dou conta. Não se preocupe."
No instante em que as palavras caíram, vários olhares assassinos se fixaram nela.
"Matem ela! Vinguem o Lorde Serpyr!"
O grito carregado de ódio rasgou a escuridão e uma lâmina voou em direção ao seu rosto.
Helen inclinou a cabeça um pouco. O aço passou zunindo.
Lixo de Sakurath, só sabem latir.<\/i>
Helen passou por eles com a facilidade de quem respira.
"Droga!"
O líder, tossindo sangue, apoiou-se na palma da mão, ainda xingando.
Os olhos ficaram selvagens quando ele puxou uma pistola com silenciador e apontou para ela. "Mais um movimento, mulher dracoviana, e eu te derrubo!"
Helen chutou outro homem para longe; sua perna longa e elegante baixou devagar enquanto ela lançava um olhar de lado.
O cano preto a encarava.
Ele arrancou a máscara—um rosto astuto e cruel, com uma longa cicatriz entre as sobrancelhas. "Admito—sua arte marcial dracoviana é impressionante. Mas você não é mais rápida que uma arma.
"Há um velho ditado dracoviano—sábio é quem conhece o tempo. Agora ajoelhe-se e confesse seus crimes ao grande Lorde Serpyr. Suplique pela misericórdia dele!"
Ele vociferava ainda mais, agitando a arma com fervor.
Os cílios de Helen se ergueram; seus lábios vermelhos se curvaram num sorriso preguiçoso, a voz tingida de riso. "Temos outro ditado antigo: vilões morrem porque falam demais."

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