Hugo Parker, um dos atuais líderes da família Parker, ergueu sua taça de vinho com um sorriso confiante.
— Obrigado, Helen, por cuidar do Josh. E deixa eu ser o primeiro a te parabenizar por finalmente ter se livrado dos Morgans.
Linda Quinn, herdeira de outro império familiar, entrou na conversa com um sorriso leve:
— Isso mesmo! Aqueles Morgans são uns tolos. Abrir mão de alguém como você? Vão se arrepender por gerações!
— Vamos, Helen! Um brinde à sua liberdade. Se afastar deles foi, sem dúvida, a decisão mais inteligente que você já tomou.
— Eu queria ter dito isso antes... Quando você ainda estava presa àquela família, vivia exausta, infeliz! Se não fosse por você, eu jamais teria perdido meu tempo com eles — muito menos investido em qualquer projeto conjunto.
— Falando sério... tudo que envolvia os Morgans era prejuízo certo. Sem você, eu já teria dado um basta há tempos.
— Exato! Aquela família é completamente cega. Idolatra a pessoa errada e deixou escapar um verdadeiro diamante como você!
Ficava claro que os presentes ali não só apoiavam Helen, como guardavam um ressentimento nada discreto pelos Morgans.
Foi então que Josh reapareceu, meio curvado, ainda segurando o estômago e com expressão de dor.
Mas bastou ouvir a animação da conversa para a energia voltar. Ele correu até o grupo, gritando:
— Chega dos Morgans! Nada de clima pesado hoje! A noite é pra comemorar a nova fase da Helen. Ela subiu de nível!
Enfiou-se ao lado de Helen, erguendo alto a taça de champanhe:
— À Helen! E aos novos começos!
As taças se ergueram em uníssono, acompanhadas por risos e aplausos.
Logo, todos se aproximaram, disputando um espaço ao lado dela.
Josh, com seu sorriso bobo, se inclinou.
— Vamos ver quem adivinha onde a Helen mora agora?
— Nas Vilas Celestiais! Bem no coração da cidade! E a casa dela é tão grande que parece um palácio!
— Agora tentem adivinhar quem são os verdadeiros pais da Helen!
Helen balançou a cabeça com um suspiro divertido, sem dizer nada.
A turma se animou ainda mais, lançando nomes das famílias mais poderosas de Veridia, e até dos clãs mais antigos.
Teve quem brincasse que Helen devia ser uma cultivadora vinda de um romance místico, pronta para ascender à imortalidade.
A sala explodiu em gargalhadas.
Helen tomou um gole da limonada e observou os rostos ao seu redor — influentes, ricos e genuinamente felizes por ela.
Criticaram os Morgans sem freios, depois começaram a fazer piadas bem-humoradas sobre sua origem.
Ela deixou escapar um leve sorriso.
Quatro anos atrás, sacrificava-se tentando se encaixar entre os Morgans, sufocando a si mesma por causa de um clã que nunca a valorizou.


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