Sob as luzes, a superbike brilhava intensamente — suas linhas elegantes eram afiadas como lâminas, cada detalhe cuidadosamente personalizado. O corpo refletia o brilho suave ao redor, o metal reluzindo como se fosse aço líquido.
Mas o que mais chamava atenção?
Bem na carenagem da moto — o emblema fantasmagórico.
"Ghost! É mesmo a Ghost!"
Stella amava motocicletas desde pequena.
Nem mesmo seu problema cardíaco conseguiu apagar essa paixão.
E a maior piloto feminina de Dracovia, Skye — ela era o ídolo absoluto de Stella.
A lendária moto de Skye, Ghost, era algo que Stella reconheceria imediatamente.
E agora, ali diante dela, estava aquela mesma máquina — reconstruída, aperfeiçoada e pronta para correr novamente.
Ghost.
Stella praticamente se lançou em direção à moto, apertando a chave nas mãos enquanto caminhava ao redor dela várias vezes, incapaz de conter a empolgação.
A cada poucos segundos, ela estendia a mão como se fosse tocar o quadro — mas sempre recuava no último momento, com medo de que até mesmo uma impressão digital pudesse estragar algo tão perfeito.
Seus olhos ficaram úmidos de emoção, e sua voz saiu embargada. "Isso é surreal... A Ghost é simplesmente... incrível. Eu não acredito que estou vendo ela de tão perto, com meus próprios olhos..."
Durante anos, ela perseguiu o legado de Skye, assistindo cada corrida, acompanhando cada conquista.
Skye era maior que a própria vida.
Uma verdadeira lenda.
Poderosa, elegante e completamente inalcançável.
Stella nunca quis usar o nome da família ou a fortuna dos Garcia para se aproximar dela; aquilo parecia manchar a pureza da admiração que sentia.
Então, mesmo sendo herdeira dos Garcia, preferiu permanecer apenas como mais uma fã silenciosa entre milhares, alguém que admirava à distância.
Era a primeira vez que ela via a Ghost de perto.
A moto dos seus sonhos.
Sua máquina de batalha.
Ali, bem diante de seus olhos.
"Não é só ver. Agora... ela é sua," disse Helen calmamente.
Ela percebia claramente o quanto Stella amava a Ghost — ou melhor, a antiga piloto lendária que a conduzia.
Aquele tipo de admiração era sincero, intenso e puro.
Tão forte que até Helen sentiu o próprio coração aquecer.
"Por acaso, o Josh vai correr hoje à noite — boa plateia, boa energia," comentou Helen com um leve sorriso, estendendo a mão para Stella. "Me dê a chave. Talvez você ainda não possa pilotar sozinha... mas posso te mostrar um pouco da sensação."
Na garagem mal iluminada, os olhos de Stella brilharam instantaneamente.
"U-uma pista de corrida?" perguntou ela, a voz tremendo de emoção.
Helen assentiu.
"Isso mesmo."
Stella engoliu em seco, o corpo inteiro vibrando de expectativa. "E-eu vou andar na Ghost?"
Helen arqueou uma sobrancelha. "Eu disse que é seu presente. Não quer mais?"
"Quero! Quero muito!" Stella gritou, quase berrando, a voz ecoando pela garagem.


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