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Expulsa, desbloqueei meu modo chefe supremo romance Capítulo 10

Helen já havia dito isso antes.

Foram inúmeras as noites em que Maxwell passava acordado até de manhã, imerso em teses ou pesquisas.

Helen ficava em silêncio, parada atrás dele, segurando uma tigela de tônico de ervas que preparara com dedicação — seis horas fervendo sem parar. Sua voz era baixa, hesitante, quase suplicante. “Maxwell, se precisar de ajuda com alguma coisa, é só me falar. Eu posso ajudar—”

“Você? O que uma caipira como você entenderia? Some daqui. Para de me atrapalhar!” ele retrucava, irritado, afastando-a com um gesto brusco.

O tônico caiu no chão, se espatifando. Um cheiro amargo de ervas quentes se espalhou pelo escritório.

Os olhos de Helen se encheram de lágrimas. Ela se agachou para recolher os cacos, a voz trêmula: “Não, Maxwell. Eu realmente entendo de medicina. Eu posso ajudar...”

Naquela hora, ele não sentiu nenhum remorso. Pelo contrário: pensou que ela estava sujando seu ambiente de trabalho e interrompendo algo importante. Furioso, gritou: “Você acha que, por saber o nome de umas ervas e preparar um chá, entende de medicina? Sai da minha frente! Não me faz perder tempo!”

...

Agora, ao rememorar a cena, Maxwell sentia o rosto enrijecer de vergonha.

“Você nunca disse claramente que praticava medicina tradicional”, murmurou, na defensiva. “Além disso, medicina tradicional é completamente diferente da medicina moderna. Não é como se pudesse me ajudar.”

Helen deu uma risada curta. “Dr. Morgan, essa medicina tradicional que você sempre desprezou acaba de resolver um caso crítico que a sua medicina moderna não conseguiu.”

Seus lábios vermelhos se curvaram num sorriso sutil enquanto o encarava diretamente. “Talvez esteja na hora de rever os seus conceitos.”

Em seguida, um brilho de desprezo cruzou seus olhos. “Sai da minha frente.”

Naquele instante, todo o orgulho que Maxwell carregava como médico desmoronou.

Helen não voltou a olhar para ele. Apenas se virou e partiu com passos firmes, ao lado de George.

Ela saiu com uma leveza perfeita.

O elevador desceu até o térreo.

Quando Helen saiu, viu um grupo de cinco pessoas entrando no elevador à frente.

Ela ergueu levemente o queixo e cruzou o olhar com o homem à frente do grupo.

Alto, postura relaxada e elegante, uma das mãos no bolso. A camisa de seda preta caía solta, com dois botões abertos, revelando parte da clavícula e deixando à mostra traços faciais impecáveis.

Que visão agradável.

Ele era, de longe, o homem mais bonito que já vira.

As portas do elevador se fecharam lentamente, interrompendo o breve contato visual.

Helen não deu muita importância. Com as mãos nos bolsos, seguiu em frente.

“Timothy, foi impressão minha ou você se interessou por aquela moça?” Bennett Harper se inclinou em direção a Timothy Garcia, observando seu rosto com uma curiosidade descontraída. “Ela é deslumbrante. Nunca vi ninguém tão bonita — mas diz aí, ela já é maior de idade?”

Agora que Stella estava fora de perigo, Bennett parecia ter recuperado o bom humor.

Capítulo 10 - Eu Não Sou um Monstro 1

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