Foi uma surpresa; ele não a interrogou.
Celina levantou-se, esboçando um sorriso contido. "Você sabe agora por que não gosto de pedras quebradas?"
Jackson olhou para ela, em silêncio.
Celina pronunciou cada palavra com clareza: "Porque conversar sobre dinheiro com você é muito mais divertido."
Jackson ficou visivelmente paralisado por um instante.
Celina saiu do quarto sem olhar para trás.
Aquele grampo de cabelo com pérolas, claro que ela venderia. Precisava economizar para o pequeno fundo que garantiria a sobrevivência do avô após o divórcio.
Quando Jackson desceu para o café da manhã, percebeu que ela havia partido.
Dona Costa trouxe o café, servido para uma pessoa só.
"A senhora ainda está chateada comigo?"
Ele achava que, depois de aceitar as joias, ela já teria superado a raiva.
Dona Costa respondeu com respeito: "Diretor Tavares, a senhora faz tempo que não toma as refeições em casa. Como só percebeu agora?"
Jackson de repente percebeu que algo entre eles tinha se quebrado; já existia um abismo entre os dois.
Nesse momento, o celular tocou novamente. Era Vinicius.
Jackson massageou a testa, exausto, antes de atender.
"Jackson, Alice teve uma crise de depressão ontem à noite. Só agora está um pouco melhor, mas já quer ter alta. Sua tia está com a saúde instável, eu não dou conta de cuidar de dois doentes sozinho. Faça isso por mim, por favor?"
Jackson ficou em silêncio por um momento. "Pai, já encontrei um psicólogo para ela. Se houver algum problema, que ela procure o psicólogo. Celina precisa de mim, não posso me ausentar."
Do outro lado da linha, a ligação foi encerrada com raiva.
Ao meio-dia, Celina terminou seu trabalho na Pederneira Verde e se preparava para pegar sua refeição.
Jessica trouxe-lhe uma marmita térmica.
Dentro, havia um caldo de pombinho com baba de moça.
"Por que está parada aí? Não reconhece as coisas da sua própria casa?"


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!?