Gregório Miranda abriu a porta e relatou com uma expressão pesada:
— O departamento de imigração confirmou repetidas vezes: não há nenhum registro legal de saída da senhora do país. Nos sistemas de transporte, não encontramos nenhum registro de compra de passagens ou embarque com os documentos dela nos últimos dois dias.
Janaina também começou a ficar ansiosa:
— Sr. Leite, da última vez, a Celina quase foi enviada para o exterior de forma ilegal. Será que desta vez... ela já foi tirada do país por canais clandestinos?
— Se for isso, teremos um grande problema — comentou Gregório.
No entanto, os dedos de Félix, que batiam na mesa, pararam abruptamente.
Pensando fora da caixa: se o objetivo do inimigo era que ela desaparecesse do mapa como se nunca tivesse existido, então...
— Verifiquem as redes itinerantes de tráfico humano no submundo. Especialmente as rotas recentes que transportam pessoas para áreas montanhosas remotas e vilarejos de fronteira. Foquem nos criminosos que estiveram ativos perto do aeroporto de Cidade Zeus.
Gregório respirou fundo ao ouvir a ordem.
— Sem uma direção específica, a carga de trabalho será imensa.
Com o rosto sombrio, Félix respondeu:
— Não importa quantos homens precisem mobilizar, mandem todos procurarem!
A cada minuto que ela continuava desaparecida, o perigo aumentava, e a dor em seu peito também se alastrava.
A notícia do desaparecimento de Celina não foi ocultada de Waldir Palma.
Embora ele tivesse engolido a informação sozinho e mantivesse uma aparência serena, apenas ele sabia que cada batida de seu coração trazia uma dor aguda. Ele não suportaria perder sua filha pela segunda vez.
Naquele mesmo momento, o avô Palma foi para o quintal dos fundos.
Otávio Lemos havia acabado de terminar sua ronda e estava prestes a sair.

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