Félix se levantou e ajeitou os punhos da camisa. "O avô Franco me lembra bem, este mundo não tem segredos, revelá-los é apenas uma questão de tempo."
Assim como o caso do ataque a Waldir Palma, a verdade acabaria por vir à tona.
"Quanto ao assunto de Hermínio, considero que lhe dei uma resposta hoje. Adeus."
Dito isso, Félix se virou para sair.
Ao ver as portas do elevador se fecharem lentamente, Ricardo, furioso, quebrou a xícara de porcelana com o emblema das duas espadas de cobalto que segurava.
"Desmantelem todo o sistema de energia de nova geração do prédio!"
O secretário ficou chocado. "A fiação elétrica tradicional do nosso prédio foi totalmente removida e abandonada durante a última reforma geral. Se desmontarmos tudo, só poderemos acender velas."
Ricardo, "..."
Depois de respirar fundo várias vezes, ele ainda não conseguia controlar o tremor parkinsoniano em seu corpo.
"Vá...", ele ordenou com dificuldade, "vá investigar! Investigue se Celina é a filha de Waldir que se afogou no rio anos atrás!"
…
Félix saiu do Clube Floresta e avistou Celina parada ao lado do carro.
A brisa noturna agitava levemente a barra de suas roupas e as pontas de seu cabelo. Contra o fundo das luzes da cidade, ela parecia um bambu, altivo e resiliente.
Ele a chamou: "Celina!"
Celina se virou, e seus olhos claros, no instante em que encontraram o olhar dele, transbordaram uma suavidade que existia apenas para ele.
Félix desceu os degraus apressadamente e a puxou para seus braços.
Celina ergueu os braços e o abraçou com força por baixo das axilas dele.
Sem palavras, eles se abraçaram por mais de meio minuto.
Félix respirou fundo o perfume do cabelo dela antes de soltá-la. "Está tudo bem?"
Celina sorriu. "E você, está bem?"
Félix abriu a porta do carro atrás dela, sua voz carregada de uma urgência apaixonada. "Vamos para casa."

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