Ela então olhou suplicante para a Sra. Palma, do lado de fora da sala de observação.
Mas a Sra. Palma cerrou os dentes e se afastou.
Celina disse lentamente: "Se você não consegue fazer isso sozinha, vou pedir para Janaina fazer por você, mas depois você terá que pagar pelos serviços dela."
Luiza mordeu o lábio e deu um tapa no próprio rosto.
"Você não comeu?" O tom de Celina era indiferente. "Não consigo ouvir."
Ploc! Ploc!
"Muito fraco, não sinto sinceridade. Melhor deixar Janaina fazer."
...
Na meia hora seguinte, a silenciosa sala de observação foi preenchida apenas pelo som contínuo e cada vez mais alto de tapas.
Celina criticava ora a força, ora o ritmo. O rosto de Luiza, que havia apanhado apenas alguns dias antes, logo ficou vermelho e inchado novamente.
O canto de sua boca começou a sangrar, e seu olhar passou de ressentimento para entorpecimento.
Só quando o médico entrou para informar que o tempo de observação havia terminado, Celina sentiu um pouco de cansaço e mandou parar.
Nesse momento, Luiza estava tonta, e a Sra. Palma, que havia retornado, correu para abraçá-la.
Félix ergueu uma sobrancelha, pegou Celina no colo e a levou embora.
Ao passar por Luiza, que estava desfalecida nos braços da Sra. Palma, ele parou por um instante.
"Se não aprender a lição desta vez, da próxima, as consequências de seus atos serão certamente piores. É preciso ter autoconhecimento. Arrependa-se enquanto há tempo."
Sem dirigir um único olhar a Luiza, ele se foi, carregando Celina, sem olhar para trás.
Luiza revirou os olhos e seu corpo amoleceu como se tivesse perdido o fôlego.
"Médico, venha rápido, minha filha desmaiou, o que vocês estão esperando?"

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